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Cultura jun 25, 2026

A Copa do Mundo traz à tona as diferentes culturas mundiais

A Copa do Mundo da FIFA é o principal torneio de seleções do futebol mundial, embora tenha o esporte como centro, o evento funciona também como um grande encontro cultural, onde identidades nacionais são expostas, traduzidas e observadas em escala global. Esse fenômeno cultural mais amplo acontece porque a Copa envolve circulação internacional de torcedores, cobertura midiática intensa e uma presença constante de símbolos nacionais fora de seus contextos originais, tornando um ambiente em que culturas diferentes se encontram.

Nas arquibancadas, o futebol deixa de ser apenas competição e passa a ser linguagem cultural, onde cada país constrói formas próprias de torcer, que refletem hábitos sociais e estilos coletivos. No México, o “wave” transforma o estádio em movimento contínuo. No Japão, a limpeza organizada após os jogos se torna parte da experiência coletiva. Na Holanda, o uso massivo da cor laranja cria uma identidade visual imediata nas ruas e estádios.

Foto: Luke Hales/Getty Images.

Algumas torcidas criam rituais que se tornam marcas do país dentro da competição. Na Copa deste ano, a Noruega ganhou destaque com a “Viking Row”, uma coreografia baseada no gesto de remar em grupo, acompanhada por como “ro”, palavra que significa “remar” em norueguês. O gesto se espalhou para além dos estádios, aparecendo em ruas, estações e em toda a internet, o movimento remete a referências históricas nórdicas e foi criado como uma forma de identidade visual e sonora para a torcida, funcionando quase como uma assinatura nacional.

Foto: REUTERS/John Sibley. Ge Globo.

Além das torcidas, os mascotes também trazem muito da cultura de cada país. Criados pela FIFA, os mascotes juntam referências simbólicas em personagens fáceis de reconhecer e acabam aparecendo em transmissões, produtos e ativações digitais. Ao mesmo tempo, as torcidas também inventam seus próprios personagens e símbolos, mais soltos e improvisados, o que reforça esse lado espontâneo e criativo das arquibancadas.

Essas diferenças fazem com que cada partida tenha uma camada cultural paralela ao jogo. Além, de observar o placar os espectadores observam e se divertem também como cada país se apresenta.

A convivência desses estilos faz da Copa uma espécie de vitrine temporária de diferentes formas de viver em grupo e os estádios passam a reunir, no mesmo espaço, jeitos bem distintos de demonstrar cultura, emoção e identidade.

Nesse contexto, torcidas, mascotes e rituais deixam de ser apenas detalhes, e mostram, na prática, como cada grupo organiza a forma de torcer, sentir e se reunir em coletivo, algo que no dia a dia aparece de maneira mais dispersa.


Por Verônica Lira – Marketing na SMI.