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Cultura jul 28, 2026

O segmento wellness também está crescendo entre o turismo!

O turismo wellness foi tema de uma entrevista especial concedida pelo Igor Romeu, nosso CMO da SMI, ao portal Metrópoles, em uma análise sobre como o bem-estar vem ganhando espaço nas escolhas dos viajantes e influenciando a forma como hotéis e destinos desenvolvem suas experiências.

Na conversa, Igor destacou que esse movimento está diretamente relacionado às mudanças na rotina contemporânea. “Somos uma sociedade hiperconectada, com excesso de estímulos mentais e altos níveis de estresse”, explica. Para ele, o crescimento do turismo wellness responde a uma necessidade cada vez mais presente: encontrar espaços e experiências que contribuam para o equilíbrio físico e emocional durante as viagens.

O segmento reúne experiências relacionadas ao bem-estar, como tratamentos terapêuticos, contato com a natureza, gastronomia equilibrada, práticas de relaxamento e atividades ao ar livre. Porém, segundo Igor, desenvolver esse tipo de turismo exige uma visão mais ampla do que apenas oferecer serviços dentro de uma hospedagem.

Um dos principais desafios está na construção de experiências integradas. O turismo wellness envolve diferentes áreas, como saúde, arquitetura, engenharia e hotelaria, criando uma combinação de conhecimentos para desenvolver ambientes realmente voltados ao bem-estar. Como a biofilia, conceito que busca aproximar espaços construídos da natureza e considera como elementos do ambiente podem influenciar a experiência do viajante.

Um exemplo desse movimento é o Wake BioHotel, em Medellín, na Colômbia, integrante da curadoria da Design Hotels™. A propriedade traz a conexão entre design, ciência do bem-estar e natureza, incorporando elementos como iluminação natural, materiais naturais, espaços verdes e experiências voltadas à recuperação física e mental. O hotel também reúne terapias de longevidade, yoga, saunas, piscina wellness, programas personalizados de saúde e uma gastronomia baseada em ingredientes locais e funcionais.

Foto: Design Hotels – WakeBio Hotel.

O projeto representa um ambiente que não é somente o cenário da estadia e participa ativamente da experiência do viajante, essa visão está alinhada ao conceito defendido pelo Igor, em que o turismo wellness depende de uma combinação de diferentes áreas para criar espaços que favoreçam o descanso, a recuperação e a qualidade de vida.

Segundo Igor, uma viagem não começa no check-in, mas no momento em que o viajante sai de casa, passa pelo aeroporto e segue até a acomodação escolhida. Por isso, destinos que investem em ambientes mais tranquilos, áreas verdes e soluções de mobilidade mais sustentáveis já criam uma experiência mais alinhada ao conceito de wellness.

Foto: Design Hotels – WakeBio Hotel.

Alguns dos principais aeroportos do mundo já adotam medidas para reduzir estímulos e melhorar a passagem dos passageiros, como a diminuição de anúncios sonoros e a criação de espaços verdes. Da mesma forma, cidades que trabalham para reduzir ruídos, melhorar o transporte público e preservar áreas naturais contribuem para uma experiência mais equilibrada.

A preservação dos destinos também se tornou uma parte importante desse movimento. Para Igor, regiões pequenas, ilhas e locais remotos precisam evitar o turismo predatório e considerar a capacidade de receber visitantes sem comprometer seus recursos naturais. “Bem-estar não combina com superlotação, com poluição e depredação do meio ambiente”, destaca.

Apesar do crescimento do segmento, existe também o desafio de evitar que o turismo wellness seja associado apenas a experiências exclusivas e de alto custo. Embora algumas propriedades ofereçam programas completos com especialistas de diferentes áreas, o conceito também pode estar presente em experiências mais simples, como banho de floresta, meditação, gastronomia local, contato com a natureza e atividades realizadas em pequenas comunidades.

Foto: Pexels.

Essa característica abre oportunidades para hotéis boutique, pousadas, fazendas e empreendedores locais. Esses ambientes têm grande potencial para desenvolver experiências wellness por oferecerem uma relação mais próxima com o território, com serviços personalizados e maior conexão com a natureza. Muitas dessas experiências também resgatam práticas que aproximam o viajante do ambiente ao redor, como caminhar em áreas naturais, consumir alimentos produzidos localmente e valorizar conhecimentos tradicionais. Para o setor, esse movimento cria oportunidades econômicas para comunidades e estimula modelos de turismo mais sustentáveis.

Outro desafio do segmento é entender como medir seus resultados. Já existem ferramentas capazes de avaliar mudanças relacionadas ao bem-estar, como a escala WHO-5, da Organização Mundial da Saúde, aplicada antes e depois de uma experiência. Tecnologias como relógios e outros dispositivos vestíveis também podem acompanhar indicadores como qualidade do sono e níveis de estresse.

Com a integração entre hospitalidade, saúde, natureza e tecnologia, o turismo wellness amplia os critérios utilizados pelos viajantes na escolha de um destino. O bem-estar passa a fazer parte de diferentes etapas da experiência, desde o planejamento até o retorno para casa, influenciando a forma como hotéis e destinos desenvolvem seus serviços.

Confira aqui a matéria na íntegra do Metrópoles.


Por Verônica Lira– Marketing na SMI.