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Cultura • set 29, 2026

Qual é a linguagem de amor de cada viajante?

Viajar costuma ser associado à liberdade, às descobertas e a novas experiências. Mas basta passar algumas horas em um aeroporto, enfrentar um atraso ou perceber que a pessoa ao lado tem um ritmo completamente diferente do seu para descobrir que uma viagem também pode revelar muito sobre quem somos.

A ideia das chamadas “linguagens do amor” surgiu para explicar as diferentes maneiras pelas quais demonstramos e recebemos afeto. Há quem valorize palavras, quem prefira passar tempo junto e quem demonstre carinho por meio de gestos ou cuidados. Quando transportamos essa lógica para as viagens, algo parecido acontece: cada viajante também tem sua própria maneira de curtir  e de demonstrar que está aproveitando a experiência.

Para algumas pessoas, viajar significa ter tudo planejado; para outras, parte da graça está justamente em não saber o que acontecerá depois. Há quem prefira acordar cedo para aproveitar cada minuto do dia, enquanto outros consideram as férias sinônimo de não ter despertador.

É a partir dessas diferenças que surgem alguns dos tipos mais conhecidos de viajantes:

O Planejador

Foto: Pexels.

O Planejador costuma começar a viagem muito antes do embarque. Pesquisa destinos, organiza horários, faz reservas e estrutura os dias de acordo com aquilo que pretende conhecer. Para esse perfil, preparar o roteiro não representa apenas uma etapa logística, mas parte do próprio prazer da viagem.
A organização permite antecipar possibilidades e aproveitar melhor o tempo disponível. 

Combina com: Porto, Marselha e Turim. Cidades que reúnem museus, restaurantes e experiências que podem ser organizados com antecedência.

Não pode faltar na mala: um checklist. Ainda assim, vale reservar espaço para um pouco de espontaneidade. Alterar horários ou abrir mão de uma reserva ocasionalmente pode levar a experiências inesperadas e memoráveis.

O Fotógrafo

Foto: Pexels.

O Fotógrafo é o viajante atento à estética dos lugares. Não necessariamente carrega uma câmera profissional, mas costuma perceber detalhes que passam despercebidos: uma mesa com vista, uma rua interessante, uma paisagem inesperada ou a luz particular de determinado momento do dia.
É um perfil geralmente tranquilo, que aceita seguir o fluxo e descobrir o que o dia reserva.

Combina com: Passeios de teleférico pelos Alpes ou uma viagem de carro pelas paisagens da Nova Zelândia. Destinos que oferecem paisagens, arquitetura, natureza e diferentes perspectivas sobre o território. 

Não pode faltar na mala: Carregadores, carregadores e mais carregadores. Uma bateria descarregada pode significar perder a oportunidade de registrar aquela fotografia perfeita.

O Bom de Garfo

Foto: Pexels.

Para algumas pessoas, conhecer um destino começa pela mesa.
O Bom de Garfo pesquisa restaurantes, mercados, cafés e especialidades locais com o mesmo entusiasmo com que outros pesquisam museus ou atrações. Uma refeição não é apenas uma pausa entre dois passeios: é parte da experiência e, muitas vezes, uma das principais razões para escolher determinado lugar.

Combina com: San Francisco e destinos onde a culinária é parte importante da identidade local.

Não pode faltar na mala: Uma bolsa grande o suficiente para carregar eventuais sobras das refeições. Afinal, desperdício não combina com uma boa experiência gastronômica.

O Navegador

Foto: Pexels.

Existe sempre alguém no grupo que parece ter um mapa incorporado na cabeça.
O Navegador sabe se a rua fica para a direita ou para a esquerda, reconhece pontos de referência e, muitas vezes, consegue encontrar o caminho de volta ao hotel sem sequer abrir o celular. Em uma viagem em grupo, é aquela pessoa que naturalmente assume a missão de orientar os demais.

Combina com: Marrakech, onde é possível passar horas percorrendo ruas e becos em busca de lugares pouco conhecidos. 

Não pode faltar na mala: Roupas coloridas e, possivelmente, um chapéu. Assim, fica mais fácil ser localizado pelo restante do grupo

O Boêmio

Foto: Pexels.

Há quem considere que o dia só começa depois do pôr do sol.
O Boêmio é o viajante do improviso, da saída que não estava no roteiro e do “vamos só tomar uma coisa” que termina algumas horas depois. Para esse perfil, a noite também é uma forma de conhecer um destino. Bares, restaurantes, música, festas e encontros fazem parte da experiência tanto quanto museus e pontos turísticos.

Combina com: Destinos em que a vida noturna faz parte da cultura local. As ilhas espanholas são uma opção clássica, como Ibiza 

Não pode faltar na mala: Analgésicos, para aguentar com disposição o dia seguinte.

O Explorador Cultural

Foto: Pexels.

Mais do que acumular atrações, esse viajante procura contexto. Quer saber por que aquele edifício existe, quem viveu ali, como aquela tradição surgiu e o que torna aquele lugar diferente de todos os outros.
Museus, arquitetura, música e costumes locais entram naturalmente no roteiro. É o tipo de pessoa que provavelmente aprendeu algumas palavras no idioma local para tentar usá-las assim que chegar.

Combina com: Cairo, Atenas e outros destinos em que arte, história e cultura fazem parte da experiência cotidiana

Não pode faltar na mala: Um diário, com bastante espaço para anotar tudo aquilo que inevitavelmente vai despertar sua curiosidade.

E afinal, qual é o perfil ideal?

Talvez a graça de viajar esteja justamente no fato de que ninguém experimenta um destino exatamente da mesma maneira.

Na prática, raramente existe apenas um desses perfis. É possível ser Planejador antes do embarque e completamente espontâneo depois de chegar, passar uma manhã inteira em um museu e terminar o dia em busca do melhor bar da cidade.

Mais do que definir perfis, essas diferentes “linguagens” ajudam a perceber que viajar também é aprender a negociar ritmos, expectativas e maneiras de aproveitar o mundo. Afinal, existem muitas formas de viajar e descobrir a própria pode ser parte da experiência.


Fonte: adaptação baseada em Condé Nast Traveller, “What is your travel love language? What your travel style says about you — and who you should avoid going away with”, de Olivia Morelli, publicado em 2 de setembro de 2026. 

Por Maria Augusta Nascimento – Marketing na SMI.