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	<title>SMI</title>
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	<description>Somos uma empresa de desenvolvimento de vendas e marketing especializada na indústria de viagens que fornece soluções integradas para potencializar as operações da sua agência. Conheça os nossos serviços.</description>
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	<title>SMI</title>
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		<title>O papel das vitrines na experiência urbana europeia</title>
		<link>https://smilatam.net/o-papel-das-vitrines-na-experiencia-urbana-europeia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Igor Romeu]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 14:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em algumas cidades europeias, a vitrine deixou de ser um limite e passou a ser território. Em ruas como a Kurfürstendamm, em Berlim, e a Via dei Portici, em Bolzano, a exposição de produtos não se restringe mais à fachada. Estruturas de vidro avançam para a calçada e ocupam o espaço público de forma concreta. [&#8230;]</p>
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<p>Em algumas cidades europeias, a vitrine deixou de ser um limite e passou a ser território. Em ruas como a Kurfürstendamm, em Berlim, e a Via dei Portici, em Bolzano, a exposição de produtos não se restringe mais à fachada. Estruturas de vidro avançam para a calçada e ocupam o espaço público de forma concreta. Não se trata somente de um recurso decorativo, é uma expansão física do ponto de venda.</p>



<p>Esse deslocamento altera a dinâmica da rua. A circulação, que seria livre, passa a ser conduzida. O pedestre desvia, desacelera, ajusta o trajeto. O corpo responde ao espaço e olhar também. Cada vitrine funciona como um ponto de atenção que interrompe o fluxo contínuo do caminhar em automático e cria pausas entre as calçadas.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2026/04/image-560x493.jpeg" alt="" class="wp-image-4640"/><figcaption class="wp-element-caption">Rua <em>Kurfürstendamm, Berlim</em>. Foto: Acervo pessoal do autor.</figcaption></figure>



<p>Na Kurfürstendamm, esse efeito se intensifica pela repetição. Ao longo da avenida, vitrines destacam peças simples, como meias e roupas, organizadas de forma cenográfica. Elementos de madeira, molduras e iluminação direcionada constroem uma narrativa visual. O produto deixa de ser apenas funcional porque passa a ser apresentado dentro de um contexto. A luz isola, enquadra e valoriza e a rua vira uma sequência de estímulos.</p>



<p>Em Bolzano, na Via dei Portici, a lógica se mantém, mesmo em uma escala urbana menor. A vitrine ganha autonomia em relação à loja, sai da fachada, ocupa o passeio e cria uma zona intermediária. O pedestre não entra no ponto de venda, mas já está imerso na linguagem da marca e a exposição antecipa a experiência, seja ela de conhecimento, compra ou pertencimento. Esse tipo de configuração amplia o papel da vitrine, organizando o espaço e influenciando o comportamento de quem passa por ali. Induzindo pequenas pausas, direcionando o olhar e condicionando o ritmo.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2026/04/image-1-560x493.jpeg" alt="" class="wp-image-4641"/><figcaption class="wp-element-caption"><em>&nbsp;Via dei Portici, Bolzan</em>o. Foto: Acervo pessoal do autor.</figcaption></figure>



<p>Do ponto de vista da cultura material, há uma mudança relevante. Produtos cotidianos passam a ser tratados como objetos de contemplação. O uso de caixas transparentes, iluminação precisa e composição cuidadosa aproxima a lógica comercial de uma lógica expositiva, fazendo com que a vitrine assuma características de curadoria.</p>



<p>Esse movimento também traz implicações. Ao ocupar a calçada, o comércio interfere diretamente em um espaço que, em princípio, é de circulação pública e a experiência urbana se torna mais visualmente estimulante porque há mais informação e mais apelo estético. Em contrapartida, torna-se mais orientada pelo consumo, fazendo com que o percurso deixe de ser neutro, e passe a ser mediado por estímulos comerciais. Na prática, a loja deixa de ser um ponto fixo.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2026/04/image-560x493.png" alt="" class="wp-image-4642"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto: <em>Google Street View da Rua Kurfürstendamm, Berlim</em>.</figcaption></figure>



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<p><em>Por <strong>Igor Romeu</strong> &#8211; CMCO na SMI.</em></p>



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		<title>O grito visual e o silêncio sonoro de Tóquio</title>
		<link>https://smilatam.net/o-grito-visual-e-o-silencio-sonoro-de-toquio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Igor Romeu]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 17:19:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma das coisas que mais me provocaram em Tóquio foi perceber que o Japão consegue ser, ao mesmo tempo, silencioso e ensurdecedor. Não pelo som, mas pela imagem. Existe uma ideia quase universal de que o Japão é zen, minimalista, organizado, quase sussurrado. E essa imagem não é mentira. No metrô, o silêncio é quase [&#8230;]</p>
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<p>Uma das coisas que mais me provocaram em Tóquio foi perceber que o Japão consegue ser, ao mesmo tempo, silencioso e ensurdecedor. Não pelo som, mas pela imagem.</p>



<p>Existe uma ideia quase universal de que o Japão é zen, minimalista, organizado, quase sussurrado. E essa imagem não é mentira. No metrô, o silêncio é quase uma norma moral. As pessoas falam baixo, muitas nem falam. Há placas pedindo para evitar ligações telefônicas. Você sente no corpo quando sua voz ultrapassa o volume coletivo permitido. Eu mesmo me policiava o tempo todo. O silêncio não é imposto com rigidez, mas ele é socialmente regulado. É um acordo daquela sociedade.</p>



<p>Mas então você sai da estação e a cidade explode em informação. Em bairros como Shinjuku ou Asakusa, as fachadas são camadas sobre camadas de comunicação. Telas de LED, placas verticais, tipografias sobrepostas, mascotes, promoções piscando, setas apontando para todos os lados. Não existe vazio. O olhar não descansa. Ele é capturado o tempo inteiro.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2026/03/image-6-560x493.jpeg" alt="" class="wp-image-4631"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Acervo pessoal do autor.</figcaption></figure>



<p>E o mais curioso é que, mesmo nesse cenário visualmente ensurdecedor, o comportamento continua contido. Quase ninguém grita. As pessoas andam, consomem, esperam o semáforo abrir, entram e saem de lojas em silêncio considerável. Quando alguém fala alto demais, você percebe na hora. O som destoa do ambiente. E, quase sempre, é alguém de fora. Um grupo de turistas rindo alto, uma conversa mais expansiva que quebra a harmonia invisível do espaço. O contraste fica evidente.</p>



<p>É como se Tóquio tivesse feito uma escolha cultural muito clara: o excesso pode existir, mas ele será visual. A intensidade está nas cores, nas luzes, na informação gráfica, não na voz.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2026/03/image-7-560x493.jpeg" alt="" class="wp-image-4632"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Acervo pessoal do autor.</figcaption></figure>



<p>Dentro da famosa Don Quijote (foto acima), isso se radicaliza. A loja é um labirinto de estímulos: cartazes fluorescentes escritos à mão, mascotes repetidos, produtos empilhados até o teto, jingles tocando em looping. É uma sobrecarga pensada. Tudo ali compete pela sua atenção. E, ainda assim, as pessoas circulam sem gritar, sem discutir preços em voz alta, sem transformar o espaço em ruído social. O caos é gráfico, não é comportamental.</p>



<p>Comecei a perceber que talvez não seja uma contradição entre o Japão zen e a Tóquio saturada. Talvez seja uma redistribuição da intensidade. O silêncio sonoro cria espaço para o grito visual. A disciplina coletiva permite que a comunicação seja exuberante sem virar desordem.</p>



<p>Tóquio não é uma cidade tranquila. Ela é acelerada, densa, vibrante, competitiva. O que muda é onde essa energia se manifesta. Em vez de se espalhar pelo volume das vozes, ela se concentra na imagem, na luz, na informação constante. A cidade pulsa, mas pulsa em LED. Ela não sussurra, ela pisca, anuncia, repete, insiste. E, mesmo assim, mantém um código silencioso entre as pessoas que a atravessam.</p>



<p>Talvez seja esse o verdadeiro equilíbrio de Tóquio: uma metrópole que grita com os olhos e se controla com a voz.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2026/03/image-8-560x493.jpeg" alt="" class="wp-image-4633"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Acervo pessoal do autor.</figcaption></figure>



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<p><em>Por <strong>Igor Romeu</strong> &#8211; CMCO na SMI.</em></p>



<p></p>
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		<item>
		<title>Reflexão do filme “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”</title>
		<link>https://smilatam.net/reflexao-do-filme-hamnet-a-vida-antes-de-hamlet/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Igor Romeu]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 14:49:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A obra “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” reconstrói o luto de William Shakespeare e de sua esposa, Agnes Shakespeare, após a morte do filho Hamnet, e imagina como essa perda teria atravessado silenciosamente a criação de Hamlet. Não é um filme sobre a escrita da peça em si, mas sobre o que vem antes: [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A obra “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” reconstrói o luto de William Shakespeare e de sua esposa, Agnes Shakespeare, após a morte do filho Hamnet, e imagina como essa perda teria atravessado silenciosamente a criação de Hamlet. Não é um filme sobre a escrita da peça em si, mas sobre o que vem antes: a dor, o vazio, o que não se consegue dizer. Talvez por isso esteve entre os favoritos ao Oscar de 2026 em tantas categorias. Não pela grandiosidade, mas pela delicadeza devastadora com que trata o tema.</p>



<p>O que mais toca não é apenas a reconstrução histórica ou a fotografia melancólica, mas a maneira como o filme mostra o poder do teatro de transformar uma dor íntima em experiência coletiva.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2026/03/image-560x493.png" alt="" class="wp-image-4621"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Reprodução/IMDb.</figcaption></figure>



<p>A cena da imagem acima marca profundamente e foi ela que despertou essa reflexão. Durante a estreia da peça “Hamlet”, vemos a plateia acompanhando a encenação, entre eles Agnes, ainda atravessada pela memória do filho perdido. Em um momento específico, ela estica a mão em direção ao ator no palco. O gesto não parece ensaiado nem simbólico demais; é quase instintivo, como se ela tentasse tocar a própria dor materializada diante dela.</p>



<p>Em seguida, outras pessoas na plateia também começam a estender as mãos. Não porque conheçam a história pessoal de Shakespeare, mas porque se reconhecem naquela emoção. A dor que nasceu de uma experiência íntima deixa de pertencer apenas ao autor ou àquela mãe e passa a circular entre todos ali. O que era individual se torna compartilhado.</p>



<p>Essa imagem faz pensar muito sobre o que a arte faz conosco. A gente costuma acreditar que o que sente é exclusivamente seu. Que a tristeza, a perda, a culpa ou o amor são experiências isoladas, quase privadas demais para serem compreendidas. Mas quando essas emoções ganham forma, seja em palavras, em cena ou em silêncio, elas encontram eco. A psicanálise trata sobre isso: o afeto só se organiza quando encontra simbolização. Quando algo é representado, ele deixa de ser puro caos interno e passa a ter contorno.</p>



<p>No filme, o teatro aparece exatamente dessa forma. Shakespeare não sobe ao palco para explicar sua dor ou falar diretamente sobre o filho que perdeu. Ele escreve uma tragédia. E é dentro da ficção que aquilo que parecia impossível de dizer ganha forma. A dor encontra linguagem. O público, ao assistir, não está consumindo a biografia de um autor, mas se reconhecendo em emoções que também carrega. Talvez nem todos ali tenham vivido a perda de um filho, mas todos já perderam alguém ou alguma coisa. É aí que a arte acontece de verdade: não quando reproduz um fato, mas quando desperta algo que já estava dentro de quem assiste.</p>



<p>A cena das mãos estendidas deixa isso muito claro. A emoção não sai do palco e atinge a plateia de maneira linear. Ela circula. O ator interpreta, Agnes reage, o público percebe a reação dela e, quase sem perceber, cria-se uma corrente silenciosa de identificação. Não é exagero coletivo, não é dramatização compartilhada. É reconhecimento. Cada pessoa sente à sua maneira, porque emoção nunca é idêntica, mas existe um campo comum que se forma. Um espaço onde experiências individuais se encontram.</p>



<p>Saímos do filme pensando que talvez essa seja a força mais potente do teatro. Ele pega algo que parece íntimo demais, quase impossível de dividir, e transforma em algo compartilhável ali, ao vivo na frente do público, em um momento de conexão que jamais acontecerá de novo, pois o teatro é instante.</p>



<p>Hamnet nos toca porque mostra que a arte não cura o sofrimento, mas dá contorno a ele. Ela organiza o que está confuso, cria uma ponte entre o que eu sinto sozinho e o que nós sentimos juntos. Talvez seja por isso que, séculos depois, ainda nos conectamos com Shakespeare. Não porque conhecemos todos os detalhes de sua vida, mas porque, em suas histórias, encontramos ecos da nossa própria.</p>



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<p><em>Por <strong>Igor Romeu</strong> &#8211; CMCO na SMI.</em></p>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>A minha experiência na Ilha de Naoshima, no Japão.</title>
		<link>https://smilatam.net/a-minha-experiencia-na-ilha-de-naoshima-no-japao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Igor Romeu]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 14:24:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Passar um dia em Naoshima não foi apenas uma experiência estética, mas um exercício de observação sobre como a arte organiza comportamentos, ritmos e formas de presença. Sob um calor de mais de 36ºC, percebi rapidamente que o corpo seriaparte central da experiência. O clima não era pano de fundo, ele moldava deslocamentos, pausas e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Passar um dia em Naoshima não foi apenas uma experiência estética, mas um exercício de observação sobre como a arte organiza comportamentos, ritmos e formas de presença. Sob um calor de mais de 36ºC, percebi rapidamente que o corpo seria<br>parte central da experiência. O clima não era pano de fundo, ele moldava deslocamentos, pausas e até o tempo de permanência diante das obras. </p>



<p>Diante da Pumpkin de Yayoi Kusama, instalada no píer sobre o Mar Interior de Seto, observei algo que se repetia: aproximação silenciosa, fotografia, afastamento lento. Diferente de outros contextos turísticos mais ruidosos, ali havia uma espécie de autocontenção coletiva. Mesmo sendo uma obra altamente “instagramável”, as pessoas mantinham distância respeitosa, aguardavam sua vez sem disputa de espaço e raramente tocavam na estrutura. O comportamento parecia coreografado por normas implícitas de civilidade japonesa, onde o espaço público é compartilhado com disciplina quase intuitiva.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2026/03/image-560x493.jpeg" alt="" class="wp-image-4608"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Acervo pessoal do autor.</figcaption></figure>



<p>A obra, pequena diante da vastidão do mar, produzia um efeito de contemplação que ia além do objeto artístico. Muitos visitantes permaneciam alguns minutos apenas olhando o horizonte após fotografar a escultura. A Pumpkin funcionava como<br>mediadora entre indivíduo e paisagem. A repetição obsessiva das bolinhas, marca de Kusama, contrastava com a irregularidade infinita da água. Ali, a arte não interrompia a natureza, ela organizava o olhar sobre ela.</p>



<p>No Benesse House Museum, projetado por Tadao Ando, a experiência social se transformava. O ambiente interno, climatizado, produzia um visível relaxamento do corpo. Ombros antes tensos pelo calor se soltavam. O ritmo desacelerava. Percebi que os visitantes caminhavam mais devagar do que em museus urbanos. Havia menos conversas paralelas, menos uso ostensivo de celulares, mais permanência diante das obras.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2026/03/image-1-560x493.jpeg" alt="" class="wp-image-4609"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Acervo pessoal do autor.</figcaption></figure>



<p>A arquitetura do museu não precisa explicar nada, ela faz você sentir. Os corredores mais fechados quase te comprimem por alguns segundos e, de repente, o espaço se abre para o mar como se alguém tivesse puxado uma cortina gigante. A luz não entra de qualquer jeito, ela é pensada. Tem hora que você está numa penumbra silenciosa, tem hora que o azul lá fora invade tudo. Eu percebi que comecei a andar mais devagar sem nem notar. Não tem placa gritando informação, não tem excesso, não tem distração. O prédio te desacelera. Você naturalmente baixa o tom de voz, guarda o celular e simplesmente olha.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2026/03/image-2-560x493.jpeg" alt="" class="wp-image-4610"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Acervo pessoal do autor.</figcaption></figure>



<p>E no meio dessa experiência toda, o restaurante do museu foi quase uma extensão da obra. Depois de horas andando no calor, sentar ali foi um respiro. A vista para o mar continua presente, como se a paisagem nunca deixasse de participar. A comida era delicada, precisa, linda sem ser exagerada — muito alinhada com a estética do lugar. Não era só uma pausa para comer, era parte da imersão. Eu saí com a sensação de que até o almoço fazia parte da curadoria daquele dia.</p>



<p>Foi inevitável não pensar em Inhotim enquanto caminhava por Naoshima. Nos dois lugares, a arte não está presa a paredes, ela se espalha pelo território e obriga você a se deslocar, a suar, a caminhar, a realmente atravessar o espaço. Mas a energia é diferente.</p>



<p>Em Inhotim, a experiência costuma ser mais coletiva, talvez mais “brasileiro”. As pessoas comentam em voz alta, trocam impressões, tiram fotos juntas, riem, discutem a obra ali mesmo. Já em Naoshima, eu sentia outra vibração. As pessoas falavam baixo, muitas vezes nem falavam. Permaneciam mais tempo em silêncio diante das obras. Era quase meditativo. Não diria que é uma regra explícita, mas um código compartilhado.</p>



<p>E isso me fez perceber que o modelo pode ser parecido, arte integrada à paisagem com deslocamento físico e imersão, mas o modo de viver essa experiência muda completamente de acordo com a cultura. Quando vi obras de Yayoi Kusama ali,<br>lembrei imediatamente de tê-las visto também em Inhotim. A artista é a mesma, a linguagem visual é a mesma, mas a atmosfera ao redor transforma tudo.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2026/03/image-3-560x493.jpeg" alt="" class="wp-image-4611"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Acervo pessoal do autor.</figcaption></figure>



<p>Em Naoshima, a obra parecia ser absorvida pelo silêncio coletivo, quase internalizada. Em Inhotim, ela ganha voz, comentário, troca. A arte circula globalmente, mas a forma de senti-la continua profundamente local. E estar nos dois lugares me fez enxergar isso com muita clareza.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2026/03/image-4-560x493.jpeg" alt="" class="wp-image-4612"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Acervo pessoal do autor.</figcaption></figure>



<p>O que Naoshima evidencia é que a arte, quando integrada à paisagem, produz uma reorganização social do espaço. O visitante não é apenas espectador, ele é conduzido por uma arquitetura que molda comportamentos e por uma cultura que regula<br>expressões. O calor extremo daquele dia intensificou essa percepção. A busca por sombra, por interioridade, por pausa, tornou mais visível a relação e entre corpo, ambiente e estética.</p>



<p>Assim, a ilha funciona como um microcosmo onde natureza, arquitetura e arte contemporânea constroem um sistema simbólico coerente. Não se trata apenas de expor obras, mas de estruturar uma forma específica de experiência cultural. Naoshima não apresenta somente arte, ela ensina como habitá-la.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2026/03/image-5-560x493.jpeg" alt="" class="wp-image-4613"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Acervo pessoal do autor.</figcaption></figure>



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<p><em>Por <strong>Igor Romeu</strong> &#8211; CMCO na SMI.</em></p>



<p></p>
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		<item>
		<title>Por que você deveria ir ao teatro?</title>
		<link>https://smilatam.net/por-que-voce-deveria-ir-ao-teatro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Igor Romeu]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Aug 2025 14:42:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Pop]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em uma era dominada pelas telas e pela tecnologia, o teatro permanece como uma das formas mais antigas e poderosas de expressão humana. Ir ao teatro não é apenas assistir a uma peça, é vivenciar uma tradição milenar que atravessa culturas, tempos e sociedades, sempre reinventando a forma de contar histórias e de aproximar pessoas. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em uma era dominada pelas telas e pela tecnologia, o teatro permanece como uma das formas mais antigas e poderosas de expressão humana. Ir ao teatro não é apenas assistir a uma peça, é vivenciar uma tradição milenar que atravessa culturas, tempos e sociedades, sempre reinventando a forma de contar histórias e de aproximar pessoas.</p>



<p><strong>A origem do espetáculo</strong></p>



<p>O teatro, como o conhecemos no Ocidente, nasceu na Grécia Antiga, há mais de 2.500 anos. Ali, tragédias e comédias eram apresentadas em anfiteatros a céu aberto, reunindo milhares de pessoas. Obras de autores como Sófocles, Eurípedes e Aristófanes não eram apenas entretenimento, mas também reflexões sobre política, ética e o papel do ser humano na comunidade. O teatro grego nos mostra que, desde suas origens, subir ao palco sempre foi um ato de diálogo com a sociedade.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="386" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/08/teatro-kabuki.webp" alt="" class="wp-image-3805"/></figure>



<p><strong>Kabuki: a grandiosidade japonesa</strong></p>



<p>Do outro lado do mundo, no Japão do século XVII, surgia o Kabuki, uma forma teatral vibrante e visualmente deslumbrante. Misturando música, dança, figurinos exuberantes e uma gestualidade própria, o Kabuki não só entretinha como também refletia os valores, tensões e transformações da sociedade japonesa da época. Até hoje, ele segue vivo como patrimônio cultural, lembrando-nos de como o teatro pode ser tanto uma obra de arte estética quanto um espelho da identidade nacional.</p>



<p><strong>Teatro como diversidade cultural</strong></p>



<p>Entre a Grécia e o Japão, incontáveis tradições teatrais floresceram: o Sanskrit Theatre da Índia, o Nô japonês, as encenações medievais europeias, a commedia dell’arte italiana, entre tantas outras. Cada cultura usou o palco para se expressar, seja para celebrar rituais, ensinar valores, criticar a política ou simplesmente emocionar e divertir.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="386" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/08/porqueiraoteatro_SMI_.jpg" alt="" class="wp-image-3807"/></figure>



<p><strong>O poder do presente</strong></p>



<p>Independentemente da forma ou da cultura, o teatro sempre teve um ponto em comum: acontece ao vivo, no presente, diante dos nossos olhos. Não pode ser pausado, repetido ou editado. Cada espetáculo é único e irrepetível, carregado das emoções do momento, uma experiência que nos convida a estar plenamente presentes.</p>



<p>Ao escolher ir ao teatro, você se conecta a uma linha do tempo que atravessa séculos e civilizações. É apoiar artistas e tradições culturais, mas também é se permitir viver algo humano, coletivo e profundamente transformador. Mais do que assistir a uma peça, é participar de uma herança universal que ainda pulsa com força em nossos dias. Ir ao teatro é viajar no tempo e no espaço. É viver um encontro único, que só o palco e a presença humana podem oferecer.</p>



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<p><em>Por<strong> Igor Romeu</strong> &#8211; CGO na SMI.</em></p>



<p></p>
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		<title>O Cinema Brasileiro em Alta: Orgulho Nacional e Destaque Mundial em 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Igor Romeu]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jun 2025 22:04:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Pop]]></category>
		<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Séries]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2025, o cinema brasileiro conquistou de vez o coração do público, e do mundo. Com prêmios inéditos, reconhecimento internacional e novas políticas de incentivo à produção nacional, o audiovisual se consolidou como o &#8220;esporte nacional&#8221; do momento, movimentando conversas, redes sociais e salas de cinema com a mesma paixão dedicada ao futebol. O sucesso [&#8230;]</p>
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<p>Em 2025, o cinema brasileiro conquistou de vez o coração do público, e do mundo. Com prêmios inéditos, reconhecimento internacional e novas políticas de incentivo à produção nacional, o audiovisual se consolidou como o &#8220;esporte nacional&#8221; do momento, movimentando conversas, redes sociais e salas de cinema com a mesma paixão dedicada ao futebol.</p>



<p>O sucesso não veio por acaso. Neste ano, o Brasil brilhou nos principais festivais de cinema do mundo, reafirmando o talento de seus artistas e a força de suas narrativas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>&#8220;<strong>Ainda Estou Aqui</strong>&#8221; &#8211; levou para casa o <strong>Oscar</strong> de Melhor Filme Internacional, além de ter sido indicado nas categorias de Melhor Filme e Melhor Atriz (Fernanda Montenegro), emocionando o mundo com sua delicadeza e potência.<br></li>



<li><strong>&#8220;O Último Azul&#8221;</strong> (estreia nos cinemas em 28 de agosto 2025) &#8211; filme estrelado por Rodrigo Santoro e Denise Weinberg, arrebatou o<strong> </strong>Grande Prêmio do Júri no <strong>Festival de Berlim</strong>, encantando a crítica com uma abordagem poética e profundamente brasileira.<br></li>



<li><strong>&#8220;O Agente Secreto&#8221;</strong> (estreia nos cinemas em 06 de novembro 2025) &#8211; venceu em <strong>Cannes</strong>, recebendo os prêmios de Melhor Direção para Kleber Mendonça Filho e Melhor Ator para Wagner Moura, colocando o cinema de gênero brasileiro em evidência como nunca antes.</li>
</ul>



<p>Essas conquistas são mais do que troféus, representam o reconhecimento do talento brasileiro em escala global. A resposta internacional a essas obras aplaude uma geração de profissionais criativos e resilientes que, mesmo após anos de falta de incentivo, continuam produzindo com excelência.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="O AGENTE SECRETO | Teaser Oficial" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/55qrBGoY0Mo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><strong>Cota de Tela: Uma Política que Impulsiona</strong></p>



<p>A boa fase do cinema nacional também é impulsionada por um novo capítulo de política cultural. O governo regulamentou, em decreto publicado em 20 de dezembro, a obrigatoriedade de reserva para filmes brasileiros nas salas de cinema em 2025, a chamada “cota de tela”.</p>



<p>Essa medida garante visibilidade para produções locais, estimula novos investimentos e encoraja narrativas que falam diretamente ao público brasileiro. É uma forma concreta de apoiar o setor audiovisual, que tem demonstrado enorme qualidade e potencial de alcance.</p>



<p><strong>Cultura como Soft Power</strong></p>



<p>Mais do que entretenimento, o cinema funciona como uma poderosa ferramenta de soft power, valorizando a identidade cultural brasileira, atraindo investimentos internacionais, despertando curiosidade turística e reforçando o Brasil como uma potência criativa. Cada filme que cruza fronteiras carrega consigo traços da nossa história, nossa diversidade e nossas emoções.</p>



<p>Em um cenário global cada vez mais atento à autenticidade, o Brasil oferece justamente isso: histórias verdadeiras, carregadas de humanidade, contadas com talento e emoção.</p>



<p>Que venha mais cinema nacional nas telas e nos corações, porque o mundo quer ver o Brasil em cena.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="O ÚLTIMO AZUL | Teaser Oficial" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/_kQMAuK3qTI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p>Por <strong>Igor Romeu</strong> &#8211;<em> CMO na SMI.</em></p>
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		<title>“A floresta é o nosso corpo”: uma fala potente da artista Yanomami Ehuana Yaira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Igor Romeu]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jun 2025 20:14:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na entrevista publicada pela Sumaúma, a artista, escritora e porta-voz do povo Yanomami Ehuana Yaira compartilha uma visão profunda e ancestral sobre a relação entre corpo, território e espiritualidade. Em uma fala carregada de sensibilidade e força, ela revela como, para as mulheres de seu povo, a floresta e o corpo feminino são uma só [&#8230;]</p>
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<p>Na entrevista publicada pela <strong><a href="https://sumauma.com/">Sumaúma</a></strong>, a artista, escritora e porta-voz do povo Yanomami <strong>Ehuana Yaira</strong> compartilha uma visão profunda e ancestral sobre a relação entre corpo, território e espiritualidade. Em uma fala carregada de sensibilidade e força, ela revela como, para as mulheres de seu povo, a floresta e o corpo feminino são uma só existência — indissociáveis, interligados, sagrados.</p>



<p>Ehuana foi a primeira mulher Yanomami a discursar publicamente na Europa, durante o ciclo <em>&#8220;A Floresta É Mulher&#8221;</em>, promovido pelo Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona. Em um contexto em que os povos originários têm sido historicamente silenciados, sua presença e sua voz representam um gesto de resistência e afirmação.</p>



<p>A entrevista, conduzida pela jornalista Eliane Brum, é um convite à escuta profunda. Nela, Ehuana fala sobre o impacto da invasão de garimpeiros no território Yanomami, os traumas causados ao seu povo, a força das mulheres indígenas e a importância de preservar não apenas a floresta, mas também os modos de vida que nela resistem há milênios.</p>



<p>Mais do que uma conversa, este é um testemunho comovente e necessário — sobre memória, dor, cura e continuidade.</p>



<p>👉 <a class="" href="https://sumauma.com/o-mundo-de-voces-brancos-me-deixa-muito-triste/">Leia a entrevista completa aqui</a></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/06/image.png" alt="" class="wp-image-3385"/></figure>



<p></p>
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		<title>Sebastião Salgado: a imagem como ferramenta de preservação e transformação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Igor Romeu]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2025 19:07:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagem]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sebastião Salgado é muito mais do que um dos maiores fotógrafos do mundo, ele é um verdadeiro agente de transformação. Com sua lente sensível e poderosa, Salgado dedicou décadas a registrar as profundezas da condição humana e a força da natureza, trazendo à tona a urgência da preservação ambiental e a valorização dos povos indígenas [&#8230;]</p>
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<p>Sebastião Salgado é muito mais do que um dos maiores fotógrafos do mundo, ele é um verdadeiro agente de transformação. Com sua lente sensível e poderosa, Salgado dedicou décadas a registrar as profundezas da condição humana e a força da natureza, trazendo à tona a urgência da preservação ambiental e a valorização dos povos indígenas e originários, não apenas no Brasil, mas em todo o planeta.</p>



<p>Seu projeto &#8220;Gênesis&#8221; é um marco na fotografia contemporânea: uma ode visual às paisagens intocadas, às comunidades tradicionais e à vida selvagem ameaçada. Ao apresentar essas imagens ao mundo, Salgado promove não só o encantamento, mas também a conscientização. Ele nos lembra da beleza que ainda existe e que precisa ser protegida.</p>



<p>Outro exemplo de sua atuação concreta é o trabalho com o <strong><a href="https://refloresta.institutoterra.org/home">Instituto Terra</a></strong>, fundado ao lado de sua esposa Lélia Wanick Salgado. Juntos, eles transformaram uma área devastada em Minas Gerais em uma floresta novamente viva, replantando mais de 2 milhões de árvores e recuperando um ecossistema inteiro. Um gesto que mostra que preservar é possível, e começa com ação.</p>



<p>Salgado também é uma das vozes mais consistentes na defesa dos povos indígenas e originários, reconhecendo seu papel essencial como guardiões da floresta. Suas fotografias dão rosto, dignidade e protagonismo a comunidades que, muitas vezes, são invisibilizadas e mostram ao mundo que proteger essas culturas é proteger a biodiversidade e o futuro do planeta.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="850" height="622" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/05/Chaman-Yanomami-en-rituel-avant-la-montee-vers-le-Pico-da-Neblina-Etat-dAmazonas-Bresil-2014-©-Sebastiao-Salgado_SMALL-1.jpg" alt="" class="wp-image-3283"/><figcaption class="wp-element-caption">Chaman Yanomami en rituel avant la montée vers le Pico da Neblina, État d’Amazonas, Brésil, 2014/ Pajé Yanomami em ritual antes da subida ao Pico da Neblina, Amazonas, Brasil, 2014 © Sebastião Salgado</figcaption></figure>



<p>Esse olhar profundo e respeitoso ensiou e tem muito a ensinar à indústria do turismo. Assim como Salgado, o turismo consciente deve buscar respeitar, preservar e valorizar: as culturas locais, os ecossistemas naturais e a sabedoria dos povos originários. Promover experiências de viagem que conectem as pessoas à natureza e à diversidade humana, sem explorá-las, é o caminho para um futuro mais ético e equilibrado.</p>



<p>Sebastião Salgado nos mostra que viajar pode ser uma forma de aprender, preservar e transformar, e que, com sensibilidade e responsabilidade, é possível construir pontes entre o mundo e as raízes que sustentam a vida.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1080" height="1350" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/05/mpfkjnft4te.jpeg" alt="" class="wp-image-3284"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Instituto Terra</figcaption></figure>
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		<title>O efeito “The White Lotus”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Igor Romeu]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2025 17:34:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ásia]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Séries]]></category>
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		<category><![CDATA[Tailândia]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências de viagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você se lembra quando todo mundo quis viajar para o Marrocos por causa de O Clone? E da moda da Turquia na época de Salve Jorge? Ou do boom do Peru com Amor à Vida e da Grécia com Belíssima? Ao longo dos anos, muitas novelas das nove influenciaram o desejo dos brasileiros de conhecer [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="383" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/03/1-560x383.webp" alt="Terceira temporada de “The White Lotus”" class="wp-image-2155"/><figcaption class="wp-element-caption">Terceira temporada de “The White Lotus”</figcaption></figure>



<p>Você se lembra quando todo mundo quis viajar para o Marrocos por causa de O Clone? E da moda da Turquia na época de Salve Jorge? Ou do boom do Peru com Amor à Vida e da Grécia com Belíssima? Ao longo dos anos, muitas novelas das nove influenciaram o desejo dos brasileiros de conhecer destinos que serviram de cenário. No entanto, já faz algum tempo que as séries de streaming assumiram esse papel — e em escala global. Agora, somam uma série de sucesso ambientada em um destino paradisíaco e um enredo que envolve turismo e hotelaria, o boom no turismo desse local é praticamente inevitável.</p>



<p>Essa é a receita da série The White Lotus da MAX (HBO), que estreou sua terceira temporada há duas semanas e já está movimentando o destino da vez: a Tailândia, mais especificamente Phuket e Koh Samui. O país já era bem promovido pelo cinema e sempre atraiu turistas interessados em visitar locações de filmes famosos, como A Praia, estrelado por Leonardo DiCaprio. Mas agora, uma nova geração de viajantes surge, e The White Lotus representa um tipo diferente de turismo — nada de jovens buscando festas em cenários paradisíacos. A série retrata milionários excêntricos tentando (ou não) relaxar em hotéis de luxo. E é exatamente esse público que a Tailândia espera atrair.</p>



<p>Embora a Tailândia seja um destino muito procurado por jovens e mochileiros em busca da vibrante vida noturna de Bangkok e Phuket, onde festas duram até o amanhecer, e claro fascinados pela cultura do Sudeste Asiático e pela sua deliciosa gastronomia. Além disso, não dá para ignorar que, por muito tempo, o país foi explorado pelo turismo sexual (e, infelizmente, ainda há turistas interessados em casas de ping-pong show, onde mulheres são submetidas a situações degradantes e perigosas). Mas com The White Lotus é diferente. O turismo tailandês espera atrair mais viajantes de luxo do Ocidente, principalmente americanos, onde a audiência da série é maior.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="371" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/03/2-560x371.webp" alt="" class="wp-image-2156"/></figure>



<p>Veja o trailer da 3ª temporada: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=bXtgVC0bZjI&amp;t=17s">https://www.youtube.com/watch?v=bXtgVC0bZjI&amp;t=17s</a></p>



<p>Na temporada anterior, a série se passava na ilha italiana da Sicília, em um belíssimo cenário banhado pelo Mediterrâneo, em um hotel da rede Four Seasons que, na trama, se transforma no fictício hotel da marca White Lotus. Após o final da segunda temporada, no fim de 2022, as buscas por Sicília e suas cidades aumentaram 50%, e os fornecedores locais prepararam experiências especiais, como o&nbsp;<em>tour White Lotus</em>, que teve lotação máxima no ano seguinte, em 2023.</p>



<p>O turismo da Tailândia já nota um aumento significativo no número de reservas e buscas por hotéis e experiências no cenário da terceira temporada da série. E o turismo local se preparou bem para isso. Segundo uma matéria do&nbsp;<a href="https://skift.com/2025/02/10/thailand-expects-a-tourism-boom-from-season-3-of-the-white-lotus/?utm_campaign=Newsletter+%7C+RSS+-+Wanderlust&amp;utm_medium=email&amp;_hsenc=p2ANqtz-8n_ncrGsIchjWQRVhttJSURTjKWmx7X9q_rrMHF5o_GGLtxg7c2eZzZ2KBqhBNx2Z2yv4Ysk048KBw47yXs1FHMjM1iw&amp;_hsmi=348252908&amp;utm_content=348252908&amp;utm_source=hs_email" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Skift</a>, já havia aumento de 5% em reservas para a Tailândia de um DMC de luxo duas semanas antes da estreia da nova temporada. Em 2024 as reservas para Koh Samui na Viator aumentaram 30% em relação ao mesmo período do ano passado. Embora a série tenha estreado recentemente, o anúncio de que a nova temporada se passaria na Tailândia foi feito no ano passado, servindo como um gatilho para alimentar o interesse pelo destino.</p>



<p>O país vem se preparado para o aumento expressivo de turistas. Companhias aéreas aumentaram a frequência de voos para Phuket, e a Tailândia implementou novas regras de visto, concedendo isenção para 93 países e permitindo estadias de até 60 dias. O objetivo é facilitar a entrada e incentivar os turistas a permanecerem mais tempo, explorando não apenas as ilhas retratadas em&nbsp;<em>The White Lotus</em>, mas toda a região.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="358" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/03/3-560x358.webp" alt="" class="wp-image-2157"/></figure>



<p></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p>Por&nbsp;<strong>Igor Romeu</strong>&nbsp;–<em>&nbsp;CMO na SMI.</em></p>
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		<title>Skincare e Turismo: uma bucketlist diferente para a próxima viagem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Igor Romeu]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Mar 2024 18:46:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tendências]]></category>
		<category><![CDATA[Bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle]]></category>
		<category><![CDATA[Tendência de viagens]]></category>
		<category><![CDATA[Tik Tok]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um assunto que bombou durante a pandemia foi skincare. Com grande parte das pessoas isoladas em casa, com mais tempo livre e a mensagem de autocuidado sendo divulgada ao extremo, muitos de nós embarcamos em novos séruns faciais, máscaras de tratamento e até procedimentos estéticos (foram muitas e muitas horas nos vendo pelas câmeras e [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/018_skincareturismobucketlist-001-560x493.webp" alt="" class="wp-image-1523"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Unsplash</figcaption></figure>



<p>Um assunto que bombou durante a pandemia foi skincare. Com grande parte das pessoas isoladas em casa, com mais tempo livre e a mensagem de autocuidado sendo divulgada ao extremo, muitos de nós embarcamos em novos séruns faciais, máscaras de tratamento e até procedimentos estéticos (foram muitas e muitas horas nos vendo pelas câmeras e achando novos descontentamentos com nós mesmos).</p>



<p>De lá pra cá, a indústria de cuidados pessoais e beleza cresceu ainda mais e novas tecnologias foram lançadas ao redor do mundo. E se tem um lugar onde todas essas novidades são expostas o tempo todo é no TikTok. São inúmeros criadores de conteúdo que falam sobre skincare, desde dermatologistas até crianças que começaram a querer entrar na tendência do assunto (!! fica o alerta sobre skincare e crianças&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cmmgld5365zo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>).</p>



<p><strong>O skincare e cuidados de beleza vêm se refletindo em uma tendência forte também no mercado de turismo, com hotéis de luxo incluindo produtos em seus minibares e influenciadores viajando para destinos para mostrar as compras de produtos locais “imperdíveis”.</strong></p>



<p>Dois destinos que se destacam pelos viajantes ávidos a comprar produtos de skincare são Japão e Coréia do Sul. Os dois países asiáticos já possuem uma forte tradição em cosméticos e com o sucesso dos&nbsp;<em>doramas</em>&nbsp;(novelas coreanas) e das bandas de&nbsp;<em>k-pop</em>&nbsp;com seus ícones exibindo peles impecáveis, viajar para esses dois países se tornou wish-list para os amantes de cuidados com a pele. A Coréia do Sul é tão reconhecida pela indústria da beleza que o termo&nbsp;<em>K-beauty&nbsp;</em>ganhou força no mundo todo e se fez conhecido o&nbsp;<strong>skincare de 10 passos dos coreanos</strong>, a técnica deles também diz que é muito importante conhecer seu tipo de pele, pois os coreanos sabem que um skincare personalizado é muito mais efetivo.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/018_skincareturismobucketlist-002-560x493.webp" alt="" class="wp-image-1524"/><figcaption class="wp-element-caption">Loja de cosméticos em Seul. Foto: Bloomberg</figcaption></figure>



<p>No TikTok e Youtube se espalham conteúdos de “melhores” produtos de beleza para comprar no Japão e na Coréia, afinal muitos deles não são vendidos nas Américas e na Europa. Confira alguns conteúdos para você incluir novos produtos na sua shopping list para a viagem à Ásia:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://www.youtube.com/watch?v=f2JtvL4zvDs" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>“Comprinhas do Japão 2024”</em></a><em>, Joyce Kitamura</em></li>



<li><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YnQw_9JbtvE" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>“O Que Comprei na Coréia”</em></a><em>, Joyce Kitamura</em></li>



<li><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MO0D8b6tQ1Y" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>“Testei os 10 Passos Coreanos de Skincare…”</em></a><em>, Niina Secrets</em></li>



<li><a href="https://www.youtube.com/watch?v=U7uMBtBX2xA" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>“30 Japanese Skincare Recs…”</em></a><em>, EuniUnni</em></li>
</ul>



<p><em>E seguem dois vídeos que o algoritmo me entregou no TikTok:&nbsp;</em><a href="https://vm.tiktok.com/ZMMyTjcuE/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>“Must-buy skincare in Tokyo”</em></a><em>&nbsp;e&nbsp;</em><a href="https://vm.tiktok.com/ZMMyTQCjs/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>“Jbeauty Must Haves”</em></a><em>&nbsp;.</em></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/018_skincareturismobucketlist-003-560x493.webp" alt="" class="wp-image-1525"/><figcaption class="wp-element-caption">TikTok</figcaption></figure>



<p>Mas é claro que não são apenas os países asiáticos que são reconhecidos pelos produtos de beleza de alta qualidade. As civilizações antigas de Roma, Egito e Grécia foram as primeiras a popularizarem o uso de cosméticos com base em produtos naturais e o objetivo de realçar beleza, juventude e saúde. Essa herança segue até hoje pelos países do Mediterrâneo, mas também por várias culturas do mundo; a indústria de skincare é uma tradição e em muitas outras se tornou um grande business.</p>



<p>Fui conversar com algumas amigas que trabalham no turismo para saber se elas possuem seus desejos de compras de cosméticos em viagens internacionais, e a resposta foi “com certeza” em 100%.</p>



<p>A&nbsp;<strong>Katia Araújo da Handmade</strong>&nbsp;quer comprar o Sérum Rejuvenescedor Advanced&nbsp;<strong>Génifique Lancôme&nbsp;</strong>em sua próxima viagem, “Tudo e qualquer coisa eu quero comprar fora. Mas uma coisa cara aqui que eu comecei a usar e vou olhar lá fora na próxima viagem é o&nbsp;<strong>Advanced Génifique Lancôme</strong>.” A&nbsp;<strong>Nathália Dominguez da SMI</strong>&nbsp;é fã do&nbsp;<strong>Esthederm Intensive Hyaluronic</strong>, “melhor da vidaaaa”. Já a&nbsp;<strong>Larissa Santos da Explore Travel</strong>&nbsp;é entusiasta de skincare asiático e incluiu na sua lista de compras coreano&nbsp;<strong>Lip Sleeping Mask LANEIGE&nbsp;</strong>que é muito bom não vende no Brasil. E eu, tenho um desejo ousado, juntar minha paixão por tecnologia com skincare e comprar um device da coreana&nbsp;<a href="https://medicube.us/collections/age-r" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Medicube</strong></a>.</p>



<p>Conte-nos, você viaja com lista de compras de cosméticos e a procura de tratamentos de skincare pelo mundo?</p>



<p>Por<strong>&nbsp;Igor Romeu&nbsp;</strong>— CMO na SMI</p>
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