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Cultura fev 24, 2026

Edimburgo: a primeira Cidade da Literatura da Unesco

Em 2004, a UNESCO escolheu Edimburgo como a primeira Cidade da Literatura do mundo. A decisão marcou o início da Rede de Cidades Criativas e estabeleceu um novo critério de reconhecer destinos onde a produção literária faz parte da estrutura cultural da cidade, e não apenas do seu passado.

Edimburgo concentra editoras, livrarias independentes, bibliotecas ativas e um calendário consistente de eventos literários. A cidade também mantém uma tradição que atravessa séculos, com autores que influenciaram a literatura mundial.

Foto: Meeting Edimburgh.

Entre os nomes mais conhecidos estão Sir Walter Scott, responsável por popularizar o romance histórico, Robert Louis Stevenson, autor de O Médico e o Monstro, e Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes. No cenário contemporâneo, Ian Rankin ajudou a consolidar Edimburgo como cenário de romances policiais ambientados na própria cidade. Essa continuidade entre passado e presente foi um dos fatores que sustentaram o título concedido pela UNESCO.

A literatura em Edimburgo também ocupa dia a dia da cidade. O Makars’ Court, na região histórica, reúne citações de escritores escoceses gravadas em placas de pedra. O local funciona como um ponto de visita acessível e direto para quem quer entender a dimensão cultural da cidade em poucos minutos de caminhada.

Outro exemplo concreto está na relação entre a cidade e J.K. Rowling. Parte dos primeiros livros de Harry Potter foi escrita em cafés de Edimburgo, o que atrai leitores interessados em visitar esses espaços. A Victoria Street, com suas fachadas coloridas e traçado curvo, é frequentemente associada ao imaginário da série. Esse vínculo ampliou o perfil de visitantes e inseriu a cidade no roteiro de fãs da literatura contemporânea.

Foto: Hoteis.com

O Edinburgh International Book Festival também reforça essa posição. O evento reúne autores internacionais, debates públicos e lançamentos editoriais. Para quem visita a cidade durante o festival, há acesso direto a discussões atuais sobre literatura, política, ciência e cultura. Isso transforma a viagem em uma experiência participativa, e não apenas contemplativa.

O título de Cidade da Literatura sinaliza que há estrutura ativa por trás da reputação histórica. Para o viajante interessado em experiências com identidade clara, isso reduz a imprevisibilidade e facilita o planejamento.

A cidade oferece patrimônio preservado, autores reconhecidos internacionalmente e agenda cultural estruturada. Esses elementos justificam o reconhecimento da UNESCO e explicam por que a cidade se tornou referência quando o assunto é literatura.

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Por Verônica Lira – Marketing na SMI.