NOLT significa “New Older Living Trend“, em português seria “nova forma de viver a maturidade”. Uma nova sigla para designar aos idosos, 60+, 70+, 80+ ou os antigos “coroas”.
O Brasil e diversos outros países estão passando por uma transformação demográfica acelerada, projeções de organismos internacionais e dados do IBGE indicam que, nos próximos anos, a população com mais de 60 anos deve superar a de crianças em diferentes regiões. E esse aumento da expectativa de vida está diretamente ligado aos avanços da tecnologia e da medicina, além de avanços nas condições sociais.
Apesar desse cenário, boa parte das cidades, dos serviços e dos modelos de consumo ainda foi pensada para um perfil etário mais jovem. Isso cria um descompasso entre a estrutura disponível e a realidade populacional, o envelhecimento deixou de ser uma tendência futura e passou a influenciar decisões econômicas, urbanas e sociais no presente.

Os novos idosos são um mercado em crescimento, muito mais ativos, sociáveis e não levam mais o estereótipo frágil e recolhido. Hoje, pessoas acima dos 60 anos participam ativamente de ambientes que antes não consideravam esse público como protagonista, como restaurantes, viagens, academias, cursos e redes sociais.
Esse movimento amplia a presença desse grupo no consumo e na vida urbana, mas qualidade no envelhecimento envolve mais do que longevidade ou poder de compra. Autonomia, acesso a serviços adequados e inserção social consistente são indicadores mais relevantes.
O conceito NOLT descreve pessoas com mais de 60 anos que mantêm rotina ativa e planejamento de longo prazo, inclui quem retoma os estudos, aprende novas tecnologias, organiza viagens, inicia projetos próprios ou redefine a trajetória profissional. Além de maior cuidado intencional com saúde física, saúde mental e vínculos sociais.

A velhice nunca foi tão ativa como hoje em dia, e longe de ser só tendência, conquistar a longevidade é cada vez mais saudável. A longevidade se tornou uma conversa do dia a dia, entre amigos famílias, pais e filhos, com planos para o futuro e muita vontade de viver.
Um relatório recente do Banco UBS estima que o mercado global voltado à longevidade pode atingir US$ 7,8 trilhões até 2030. Considerando a expansão de tecnologias vestíveis para monitoramento de saúde, suplementos com formulações avançadas, pesquisas em terapias celulares e regenerativas, além do crescimento de startups focadas em prevenção e qualidade de vida na maturidade.
Esse volume financeiro indica que o envelhecimento deixou de ser apenas uma pauta social e passou a orientar investimentos, inovação e desenvolvimento de novos produtos em escala global.
Por Verônica Lira – Marketing na SMI.