Inspirado no artigo “What is your travel love language? What your travel style says about you — and who you should avoid going away with”, publicado pela Condé Nast Traveller, propomos uma nova leitura sobre os diferentes perfis de viajantes e como reconhecê-los pode contribuir para recomendações mais alinhadas às expectativas de cada passageiro
A proposta apresentada pela Condé Nast Traveller relacionou as chamadas “linguagens do amor” aos diferentes estilos de viagem. A ideia é que, assim como há diferentes formas de demonstrar e receber afeto, também existem outras maneiras de experimentar um destino.
Há passageiros para quem viajar significa ter tudo planejado; para outros, parte da graça está justamente em não saber o que acontecerá depois. Há quem prefira acordar cedo para aproveitar cada minuto do dia, enquanto outros consideram as férias sinônimo de não ter despertador. Entender essas diferenças também ajuda a construir recomendações mais personalizadas, considerando não apenas onde o passageiro quer ir, mas também como prefere vivenciar a experiência.
A partir dessa perspectiva, separamos alguns dos tipos mais conhecidos de viajantes:
O Planejador

O Planejador costuma começar a viagem muito antes do embarque. Pesquisa destinos, organiza horários, faz reservas e estrutura os dias de acordo com aquilo que pretende conhecer. Para esse perfil, preparar o roteiro não representa apenas uma etapa logística, mas parte do próprio prazer da viagem.
A organização permite antecipar possibilidades e aproveitar da melhor maneira possível.
Combina com: Porto, Marselha e Turim. Cidades que reúnem museus, restaurantes e experiências que podem ser organizados com antecedência.
O que pode fazer diferença: Mais do que apresentar uma lista de atrações, vale mostrar como o destino pode ser estruturado de acordo com o tempo disponível.
O Fotógrafo

O Fotógrafo é o viajante atento à estética dos lugares. Não necessariamente carrega uma câmera profissional, mas costuma perceber detalhes que passam despercebidos: uma mesa com vista, uma rua interessante, uma paisagem inesperada ou a luz particular de determinado momento do dia.
É um perfil geralmente tranquilo, que aceita seguir o fluxo e descobrir o que o dia reserva.
Combina com: Passeios de teleférico pelos Alpes ou uma viagem de carro pelas paisagens da Nova Zelândia. Destinos que oferecem paisagens, arquitetura, natureza e diferentes perspectivas sobre o território.
O que pode fazer diferença: Referências visuais das experiências ajudam a apresentar aquilo que o passageiro poderá vivenciar e registrar.
O Bom de Garfo

Para algumas pessoas, conhecer um destino começa pela mesa.
O Bom de Garfo pesquisa restaurantes, mercados, cafés e especialidades locais com o mesmo entusiasmo com que outros pesquisam museus ou atrações. Uma refeição não é apenas uma pausa entre dois passeios: é parte da experiência e, muitas vezes, uma das principais razões para escolher determinado lugar.
Combina com: San Francisco e destinos onde a culinária é parte importante da identidade local.
O que pode fazer diferença: Experiências gastronômicas podem aparecer desde o início da apresentação do destino e não apenas como complemento do roteiro.
O Navegador

Existe sempre alguém no grupo que parece ter um mapa incorporado na cabeça.
O Navegador sabe se a rua fica para a direita ou para a esquerda, reconhece pontos de referência e, muitas vezes, consegue encontrar o caminho de volta ao hotel sem sequer abrir o celular. Em uma viagem em grupo, é aquela pessoa que naturalmente assume a missão de orientar os demais.
Combina com: Marrakech, onde é possível passar horas percorrendo ruas e becos em busca de lugares pouco conhecidos.
O que pode fazer diferença: Possibilidades de deslocamento e experiências fora dos roteiros mais tradicionais podem ser mais relevantes do que uma programação completamente fechada.
O Boêmio

Há quem considere que o dia só começa depois do pôr do sol.
O Boêmio é o viajante do improviso, da saída que não estava no roteiro e do “vamos só tomar uma coisa” que termina algumas horas depois. Para esse perfil, a noite também é uma forma de conhecer um destino. Bares, restaurantes, música, festas e encontros fazem parte da experiência tanto quanto museus e pontos turísticos.
Combina com: Destinos em que a vida noturna faz parte da cultura local. As ilhas espanholas são uma opção clássica, como Ibiza
O que pode fazer diferença: Além dos principais atrativos, vale considerar a programação cultural, os restaurantes e bares que ajudam a revelar o destino depois do pôr do sol.
O Explorador Cultural

Mais do que acumular atrações, esse viajante procura contexto. Quer saber por que aquele edifício existe, quem viveu ali, como aquela tradição surgiu e o que torna aquele lugar diferente de todos os outros.
Museus, arquitetura, música e costumes locais entram naturalmente no roteiro. É o tipo de pessoa que provavelmente aprendeu algumas palavras no idioma local para tentar usá-las assim que chegar.
Combina com: Cairo, Atenas e outros destinos em que arte, história e cultura fazem parte da experiência cotidiana
O que pode fazer diferença: Explicar por que determinado lugar é relevante pode ajudar a criar conexão com o destino antes mesmo da viagem.
A recomendação começa antes do destino
Conhecer profundamente um destino é fundamental para quem trabalha com turismo. Mas entender quem está viajando pode ser igualmente importante.
Mais do que classificar o passageiro, reconhecer essas diferentes formas de viajar permite pensar em como um mesmo destino pode ser apresentado de maneiras diferentes para pessoas diferentes.
É a partir dessa leitura que a recomendação pode deixar de ser apenas uma sugestão de lugar e se transformar em uma proposta de experiência mais próxima dos interesses, expectativas e da maneira particular de cada passageiro viver uma viagem.
Fonte: adaptação baseada em Condé Nast Traveller, “What is your travel love language? What your travel style says about you — and who you should avoid going away with”, de Olivia Morelli, publicado em 2 de setembro de 2026.
Por Maria Augusta Nascimento – Marketing na SMI.