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	<title>SMI</title>
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	<description>Somos uma empresa de desenvolvimento de vendas e marketing especializada na indústria de viagens que fornece soluções integradas para potencializar as operações da sua agência. Conheça os nossos serviços.</description>
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	<title>SMI</title>
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		<title>Primeira vez em Amsterdã: os encantos da cidade das bicicletas, dos canais e dos museus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[julia.guerra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Nov 2024 14:53:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Amsterdã]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>
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		<category><![CDATA[Roteiro de viagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lugares para visitar em dois dias na cidade e sem pressa. Conhecer Amsterdã sempre esteve na minha lista de desejos, e finalmente tive a oportunidade de explorar essa cidade tão charmosa, conhecida por suas bicicletas, canais e uma rica história cultural. Dois dias parecem pouco, mas a verdade é que a cidade é compacta e [&#8230;]</p>
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<p><em>Lugares para visitar em dois dias na cidade e sem pressa</em>.</p>



<p>Conhecer Amsterdã sempre esteve na minha lista de desejos, e finalmente tive a oportunidade de explorar essa cidade tão charmosa, conhecida por suas bicicletas, canais e uma rica história cultural. Dois dias parecem pouco, mas a verdade é que a cidade é compacta e fácil de ser explorada a pé, de bicicleta ou mesmo de transporte público, o que facilita os deslocamentos e economiza tempo. Neste relato, compartilho um pouco das minhas andanças pela capital holandesa.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="560" height="252" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/001_primeiravezamsterda-001-560x252.webp" alt="" class="wp-image-1149"/><figcaption class="wp-element-caption">Um dos belíssimos canais da cidade com sol da manhã. Foto: Júlia</figcaption></figure>



<p></p>



<p><strong>Dia 1</strong></p>



<p><strong>Caminhada pelo Vondelpark</strong><br>Comecei o dia caminhando por dentro do Vondelpark até a Praça dos Museus. O parque é lindo e, pelo menos nesse dia, não estava cheio e aparetemente com poucos turistas. Havia muitas pessoas correndo, caminhando com cachorros e com crianças nos carrinhos cobertos. Vale a pena visitá-lo, é um lugar muito bonito.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img decoding="async" width="560" height="252" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/001_primeiravezamsterda-002-560x252.webp" alt="" class="wp-image-1150"/><figcaption class="wp-element-caption">Vondelpark. Foto: Júlia</figcaption></figure>



<p></p>



<p><strong>Museu do Van Gogh</strong><br>Cheguei na Praça dos Museus (Museumplein) e fui até a fila do&nbsp;<a href="https://www.vangoghmuseum.nl/en" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Museu do Van Gogh</a>. A dica aqui é comprar o ticket com antecedência. Eu havia comprado há umas 3 semanas. Este é um dos museus mais concorridos e se deixar para comprar na hora, não tem disponível.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img decoding="async" width="560" height="373" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/001_primeiravezamsterda-003-560x373.webp" alt="" class="wp-image-1151"/><figcaption class="wp-element-caption">Museu do Van Gogh. Foto: Unsplash</figcaption></figure>



<p></p>



<p>Fiz a visita com um áudio guia em português e valeu muito a pena! A narração e a interface do aparelho são ótimas. Além disso, as explicações sobre as obras e a vida do pintor deixam a visita muito mais rica. Você sai do museu conhecendo sua via e obra com detalhes.</p>



<p><strong>Visão geral:</strong>&nbsp;Amei o museu, são 4 andares com mais de 200 pinturas e mais de 500 desenhos e cartas do artista, entre elas, ícones como seus autorretratos, Os Girassóis, Quarto em Arles, Os Comedores de Batatas e muitas outras. A Noite Estrelada, infelizmente, não está em Amsterdã, e sim, no MoMa de Nova York. Reserve pelo menos 2 horas para a visita.</p>



<p><strong>Centro histórico, ruazinhas e canais</strong><br>Dali, seguimos a pé para o centro histórico. Foram mais uns 20 minutos de caminhada. E ao chegar na região, começa a inevitável sessão de fotos com os lindos canais de fundo. Por sorte o dia estava ótimo, sem chuva e até com um solzinho tímido. Cada canal parece mais lindo que o anterior e as fotos ficam belíssimas. Caminhamos por ali observando as lojas locais misturadas às grifes internacionais. Muitas galerias de arte, cafés, confeitarias e bares. As ruas estreitas tem um charme único e caminhar por ali é uma delícia.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="252" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/001_primeiravezamsterda-004-560x252.webp" alt="" class="wp-image-1152"/><figcaption class="wp-element-caption">Damrak, um píer de onde saem diversos passeios de barco pelos canais. Foto: Júlia</figcaption></figure>



<p></p>



<p><strong>Dica!&nbsp;</strong>Em uma travessa menor e com pouca gente encontramos&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/vleminckxdesausmeester/?hl=pt" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Vleminckx Sausmeester</a>, a tradicional batata frita belga que muitos juram ser a melhor da cidade. O local, que existe desde 1957, é só um balcão e o único produto à venda é batata frita em um cone de papel, que pode ser comprada em 3 tamanhos diferentes. O diferencial fica pelos mais de 28 molhos que você pode escolher e são colocados com muita generosidade nas batatas. Se é a melhor da cidade, eu não sei, mas são deliciosas!<br>Fica na Voetboogstraat 33.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="322" height="435" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/001_primeiravezamsterda-005.webp" alt="" class="wp-image-1153"/><figcaption class="wp-element-caption">A batata belga com muito molho. Foto: Júlia</figcaption></figure>



<p></p>



<p>Por fim, caminhamos até a praça do Palácio Real.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="252" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/001_primeiravezamsterda-006-560x252.webp" alt="" class="wp-image-1154"/><figcaption class="wp-element-caption">Praça onde está o Palácio Real de Amsterdam. Foto: Júlia</figcaption></figure>



<p></p>



<p><strong>Dia 2</strong></p>



<p><strong>Passeio de bicicleta</strong><br>Baixei o aplicativo&nbsp;<a href="https://www.donkey.bike/cities/bike-rental-amsterdam/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Donkey Republic</a>, que é a principal forma de alugar bicicletas de forma prática e barata em Amsterdã. O valor do aluguel depende de quantas horas ou dias você decidir ficar com a bicicleta e pode variar de EUR 10 por 24 horas a EUR 25 pela semana toda.</p>



<p>O tempo frio castiga um pouco para andar de bicicleta, mesmo assim vale a pena ter essa experiência em Amsterdã. A bicicleta aqui é um meio de transporte real, as ruas são bem sinalizadas e há muito respeito pelos ciclistas. Contudo, é preciso ficar bem atento às sinalizações, trocas de faixas, conversões e dar passagem para os outros ciclistas, que se irritam bastante se você comete alguma gafe ou está muito lento. Além disso, motos pequenas dividem o mesmo das bicicletas, então é preciso ter cuidado.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="252" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/001_primeiravezamsterda-007-560x252.webp" alt="" class="wp-image-1155"/><figcaption class="wp-element-caption">Canal próximo à Casa de Anne Frank</figcaption></figure>



<p></p>



<p><strong>Casa de Anne Frank<br></strong>O primeiro passeio do dia foi para a<a href="https://www.annefrank.org/en/museum/tickets/?gad_source=1&amp;gclid=Cj0KCQiAgJa6BhCOARIsAMiL7V_6CKpZrB5fei2j9aAhZ9Q4DWZBmZ45SLvKqzfufM66J7yoFT490rcaAuO_EALw_wcB" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;Casa de Anne Frank</a>, um museu dedicado à memória da jovem judia alemã que ficou famosa por seu diário escrito durante o Holocausto. O local é o edifício onde Anne, sua família e outros quatro judeus se esconderam dos nazistas entre julho de 1942 e agosto de 1944.</p>



<p>A casa foi preservada e transformada em museu em 1960. Hoje, o museu inclui o anexo secreto, documentos históricos, entrevistas gravadas e objetos que ajudam a contar a história de Anne e as consequências do Holocausto.</p>



<p><strong>Dica:&nbsp;</strong>também comprar o ingresso com algumas semanas de antecedência, pois é um local bastante concorrido e pequeno, portanto, entram poucas pessoas por vez.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="252" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/001_primeiravezamsterda-008-560x252.webp" alt="" class="wp-image-1156"/><figcaption class="wp-element-caption">O diário original de Anne Frank, exposto na casa-museu em Amsterdam. Foto: Júlia</figcaption></figure>



<p></p>



<p><strong>Bicicleta até a próxima parada<br></strong>Peguei a bicicleta novamente e fui até meu próximo destino, o Eye Filmmuseum. De bicicleta até lá foram uns 15 minutos, contando a travessia da balsa.</p>



<p><strong>Eye Filmmuseum<br></strong>Um dos museus mais incríveis de Amsterdam fica em um edifício supermoderno à beira da água, cruzando o canal a partir da estação central.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="403" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/001_primeiravezamsterda-009-560x403.webp" alt="" class="wp-image-1157"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto:&nbsp;<a href="https://unsplash.com/pt-br/@rhfhanssen?utm_content=creditCopyText&amp;utm_medium=referral&amp;utm_source=unsplash" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ruben Hanssen</a>&nbsp;na&nbsp;<a href="https://unsplash.com/pt-br/fotografias/edificio-branco-e-azul-sob-o-ceu-azul-durante-o-dia-n9AEpAOqAwM?utm_content=creditCopyText&amp;utm_medium=referral&amp;utm_source=unsplash" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Unsplash</a></figcaption></figure>



<p>O museu conta a história das reproduções de filme e como elas se desenvolveram nas diversas partes do mundo até chegarem ao cinema como conhecemos hoje. Também há diversos equipamentos, filmes e documentários em exibição, além de exposições permanentes e temporárias.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="420" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/001_primeiravezamsterda-010-560x420.webp" alt="" class="wp-image-1158"/><figcaption class="wp-element-caption">Área do café e convivência do museu. Supermoderno e agradável. Foto: Júlia</figcaption></figure>



<p><strong>Dica:</strong>&nbsp;a balsa que cruza o canal a partir da Estação Central é gratuita!</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="252" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/001_primeiravezamsterda-011-560x252.webp" alt="" class="wp-image-1159"/><figcaption class="wp-element-caption">A Estação Central é enorme e parece um palácio. Por fora, sua arquitetura é bem preservada e por dentro é bastante moderna, com lojas, serviços, restaurantes e cafés. Foto: Júlia</figcaption></figure>



<p><strong>NDSM-Werf</strong><br>À tarde, parti para a Estação Central e, dali, tomei uma balsa gratuita (!) até o&nbsp;<a href="https://www.ndsm.nl/en" target="_blank" rel="noreferrer noopener">NDSM-Werf,</a>&nbsp;na região norte de Amsterdam. O local era um enorme barracão industrial onde os barcos e navios eram construídos, mas acabou sendo fechado.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="373" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/001_primeiravezamsterda-012-560x373.webp" alt="" class="wp-image-1160"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto:&nbsp;<a href="https://unsplash.com/pt-br/@mitchelanneveldt?utm_content=creditCopyText&amp;utm_medium=referral&amp;utm_source=unsplash" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mitchel Willem Jacob Anneveldt</a>&nbsp;na&nbsp;<a href="https://unsplash.com/pt-br/fotografias/pessoas-andando-na-rua-durante-o-dia-1q45XjgJURY?utm_content=creditCopyText&amp;utm_medium=referral&amp;utm_source=unsplash" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Unsplash</a></figcaption></figure>



<p>Desde os anos 2000 começou uma revitalização no galpão e toda área ao redor. Hoje, o NDSM é repleto de grafites e o antigo barracão abriga dezenas de pequenos negócios de arte, galerias, exposições, shows, além de cafés e restaurantes. Um local bem descolado e fora da rota comum dos passeios de Amsterdã.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="420" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/001_primeiravezamsterda-013-560x420.webp" alt="" class="wp-image-1161"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto:&nbsp;<a href="https://unsplash.com/pt-br/@sabrinandjh?utm_content=creditCopyText&amp;utm_medium=referral&amp;utm_source=unsplash" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sabrina Nedjah</a>,&nbsp;na&nbsp;<a href="https://unsplash.com/pt-br/fotografias/pessoas-na-mesa-de-jantar-durante-o-dia-oICgWG4dDYw?utm_content=creditCopyText&amp;utm_medium=referral&amp;utm_source=unsplash" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Unsplash</a></figcaption></figure>



<p><strong>Dica:</strong>&nbsp;para aproveitar melhor o passeio e conseguir ver os painéis de street art vá de dia. Fique atento que no inverno escurece cedo em Amsterdã, por volta das 17h já está praticamente escuro.</p>



<p><strong>Dica de hospedagem:</strong>&nbsp;em Amsterdam, há dois hotéis incríveis da&nbsp;<a href="https://www.designhotels.com/hotels/netherlands/amsterdam/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Design Hotels</a>, o Sir Adam e o Sir Albert, ambos são excelentes opções para você e os seus clientes, com ambientes modernos, elegantes e serviço 5 estrelas.</p>



<p>O&nbsp;<a href="https://www.designhotels.com/hotels/netherlands/amsterdam/sir-albert-hotel/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sir Albert Hotel</a>&nbsp;fica em um edifício histórico a somente 600 metros da Praça dos Museus ou da Heineken Experience.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="329" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/001_primeiravezamsterda-014-560x329.webp" alt="" class="wp-image-1162"/><figcaption class="wp-element-caption">Sir Albert Hotel — A member of Design Hotels.</figcaption></figure>



<p>Já o&nbsp;<a href="https://www.designhotels.com/hotels/netherlands/amsterdam/sir-adam/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sir Adam Hotel</a>&nbsp;fica do outro lado do canal a partir da Estação Central, no famoso edifício A&#8217;dam Lookout, bem em frente ao Eye Filmmuseum.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="329" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/001_primeiravezamsterda-015-560x329.webp" alt="" class="wp-image-1163"/><figcaption class="wp-element-caption">Sir Adam Hotel — A member of Design Hotels.</figcaption></figure>



<p><strong><em>Por Júlia Guerra — Coordenadora de Marketing na SMI</em></strong></p>
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		<title>Overtourism: um desafio dos novos tempos para os principais destinos do mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[julia.guerra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Jul 2024 20:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tendências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como o excesso de turistas tem afetado cidades icônicas ao redor do mundo e o que os destinos têm feito para amenizar os impactos dos visitantes sem deixar de reconhecer a importância do turismo para quem viaja e para quem recebe. Tem sido cada vez mais frequente nos depararmos com o termo overtourism, ou em [&#8230;]</p>
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<p><em>Como o excesso de turistas tem afetado cidades icônicas ao redor do mundo e o que os destinos têm feito para amenizar os impactos dos visitantes sem deixar de reconhecer a importância do turismo para quem viaja e para quem recebe.</em></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/009_overtourismdesafiosdosnovos-001-560x493.webp" alt="" class="wp-image-1250"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Unsplash. Park Güell, Barcelona, Espanha.</figcaption></figure>



<p>Tem sido cada vez mais frequente nos depararmos com o termo overtourism, ou em tradução livre, “turismo excessivo”. O fenômeno do turismo massivo tem causado consequências sociais e ambientais cada vez mais sérias em várias cidades ao redor do mundo, além de gerar atritos entre os visitantes e quem vive no local e acender polêmicas que compõem essa questão complexa.</p>



<p>Cidades como Barcelona, Amsterdã, Veneza, Mallorca e Copenhague estão implementando medidas para mitigar os efeitos negativos do excesso de turistas em suas cidades. As respostas a esta crise variam, mas todas apontam para a necessidade de um equilíbrio sustentável entre o bem-estar dos moradores locais, os anseios dos visitantes e a prosperidade econômica trazida pelo turismo.</p>



<p><strong>Barcelona: uma nova abordagem</strong></p>



<p>Recentemente,&nbsp;<a href="https://skift.com/2024/07/25/barcelona-to-drop-visit-slogan-wants-to-end-global-call-for-tourists/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Barcelona anunciou que abandonará seu famoso slogan “Visit Barcelona”</strong></a>em um esforço para controlar o fluxo turístico. A cidade pretende deixar de ser vista como um destino de massa e focar em atrair visitantes que respeitem o estilo de vida local e contribuam para a economia de maneira mais sustentável. A iniciativa visa melhorar a qualidade de vida dos residentes, que há anos reclamam do impacto do turismo excessivo em seus bairros.</p>



<p><strong>Amsterdã: equilíbrio entre turismo e vida local</strong></p>



<p>Amsterdã está adotando uma abordagem semelhante. A cidade tem enfrentado um aumento constante no número de turistas, o que levou a problemas como aumento do custo de vida, défict de imóveis para moradia e congestionamento excessivo sobretudo nas regiões centrais.</p>



<p>O objetivo das autoridades locais é&nbsp;<a href="https://skift.com/2024/07/16/amsterdam-vs-overtourism-its-about-bringing-a-balance-back-in-our-city/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>encontrar um equilíbrio entre turismo e vida local,</strong></a>&nbsp;garantindo que a cidade permaneça atraente e economicamente viável para os moradores. Entre as medidas implementadas estão a restrição para a abertura de novos hotéis, mais rigidez nas regras de aluguéis por temporada e a promoção de áreas menos conhecidas da cidade como opção de hospedagem para dispersar os turistas que se concentram nos bairros centrais de Amsterdã.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/009_overtourismdesafiosdosnovos-002-560x493.webp" alt="" class="wp-image-1251"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Unsplash. Amsterdã, Holanda.</figcaption></figure>



<p><strong>Veneza: taxa turística e banimento de grandes grupos</strong></p>



<p>Veneza, um dos destinos turísticos mais populares do mundo, introduziu recentemente uma&nbsp;<a href="https://skift.com/2024/07/23/venices-tourist-fee-3-things-weve-learned-so-far-and-what-comes-next/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>taxa de EUR 5 para visitantes que vão apenas passar o dia na cidade</strong></a>&nbsp;como parte de sua estratégia para combater o overtourism. A medida, que está em fase experimental, visa reduzir o número de turistas de um dia e incentivar estadias mais longas e de maior valor econômico. Os resultados preliminares indicam uma redução no fluxo de turistas que ficam somente um dia, mas a medida ainda está sendo discutida.</p>



<p>Outra ação que começa a valer a partir de 1° de agosto na cidade é a&nbsp;<a href="https://skift.com/2024/07/30/venices-large-group-tour-ban-to-start-august-1/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>proibição de grupos acima de 25 pessoas e do uso de alto-falantes</strong></a>. As excursões em grupo também não poderão estacionar os veículos em pontes, de acordo com o governo municipal. As restrições visam desencorajar a superlotação, reduzir a poluição sonora e promover a mobilidade dos pedestres.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/009_overtourismdesafiosdosnovos-003-560x493.webp" alt="" class="wp-image-1252"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto Unsplash: Veneza, Itália.</figcaption></figure>



<p><strong>Mallorca: Pressão Popular por Mudanças</strong></p>



<p><a href="https://skift.com/2024/07/22/mallorca-locals-demand-to-change-course-amid-spains-tourism-boom/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Em Mallorca a situação é ainda mais tensa</strong></a>, com moradores locais orgnizando grandes protestos e exigindo mudanças significativas na gestão do turismo. A ilha, que é um dos destinos mais populares da Espanha, está vendo um aumento na demanda por políticas que limitem o número de turistas e protejam os recursos naturais. A pressão popular resultou em um debate acalorado sobre o futuro do turismo na ilha, com autoridades locais considerando várias opções para atender às demandas dos residentes.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/009_overtourismdesafiosdosnovos-004-560x493.webp" alt="" class="wp-image-1253"/><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: <a href="https://www.estadao.com.br/internacional/espanha-ilha-maiorca-protesto-em-massa-limites-turismo-resistencia-turistas-nprei/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Estadão</a>. Pessoas seguram placa que diz ‘turismo sim, mas não assim’, durante protesto na ilha de Mallorca. <em>Foto: Jaime Reina/AFP</em></figcaption></figure>



<p><strong>Maya Bay (Tailândia): recuperação do ecossistema</strong></p>



<p>Outro exemplo que chamou atenção foi a praia de&nbsp;<a href="https://guiaviajarmelhor.com.br/tailandia-anuncia-data-de-reabertura-da-praia-de-maya-bay-para-turistas-em-2022/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Maya Bay, na Tailândia.</a>&nbsp;De visual paradisíaco, ela ficou famosa depois de aparecer no filme “A praia” com Leonardo Di Caprio. Em 2018, a ilha foi totalmente fechada para iniciar um processo de recuperação dos danos causados ao seu ecossistema pela superlotação diária de turistas no local. Inicialmente ela ficaria fechada por alguns meses e acabou sem acesso por quase quarto anos, reabrindo em 2022 com novas regras como horário de visitação reduzido e limitação da quantidade de pessoas.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/009_overtourismdesafiosdosnovos-005-560x493.webp" alt="" class="wp-image-1254"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Unsplash. Maya Bay, Ko Phi Phi, Tailândia.</figcaption></figure>



<p>O overtourism é uma questão complexa que exige soluções inovadoras adaptadas à realidade e às necessidades de cada destino. A vida das comunidades locais e o meio ambiente precisam ser respeitados, preservados e, em alguns casos, recuperados. No entanto, equilibrar essas questões em um mundo globalizado, onde o acesso à informação e os deslocamentos são cada vez mais fáceis e desejados por um grande número de pessoas, representa um verdadeiro desafio.</p>



<p>Existe ainda um outro grande impulsionador do overtourism: as redes sociais. Fotos perfeitas e editadas de lugares incríveis estão espalhadas por todos os cantos da internet. A atuação de influenciadores ditando regras de consumo e comportamento geram cada vez mais ansiedade por conhecer os lugares onde ‘todos’ estão indo e uma padronização cada vez maior na busca pelos mesmos destinos.</p>



<p>Na busca por soluções criativa, Copenhague tem se destacado. Para incentivar o turismo sustentável, a cidade está oferecendo&nbsp;<a href="https://www.nytimes.com/2024/07/08/travel/copenhagen-sustainable-tourism.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">recompensas aos visitantes que adotarem comportamentos ecologicamente saudáveis</a>. Desde o dia 15 de julho, turistas que participarem de iniciativas verdes, como andar de bicicleta, viajar de trem ou ajudar na limpeza da cidade, ganham acesso gratuito a atrações culturais, aluguel de caiaques, refeições grátis, entre outros benefícios. O programa, chamado CopenPay, visa transformar as formas de se fazer turismo, deixando de ser um problema para o meio ambiente e transformando-o em uma força para mudanças positivas, incentivando ações sustentáveis através de recompensas financeiras e culturais que beneficiem a todos.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/009_overtourismdesafiosdosnovos-006-560x493.webp" alt="" class="wp-image-1255"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Unsplash. Copenhagen, Dinamarca.</figcaption></figure>



<p>O sucesso dessas iniciativas dependerá dos esforços de cada cidade em implementar mudanças que não apenas protejam seus habitantes e patrimônios, mas também mantenham sua atratividade para turistas que desejam experimentar a cultura local de maneira respeitosa e sustentável.</p>



<p><strong>Por Júlia Guerra&nbsp;</strong>— Marketing Coordinator na SMI</p>
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