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	<title>SMI</title>
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	<description>Somos uma empresa de desenvolvimento de vendas e marketing especializada na indústria de viagens que fornece soluções integradas para potencializar as operações da sua agência. Conheça os nossos serviços.</description>
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	<title>SMI</title>
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		<title>Parques urbanos e crianças: o encontro essencial com a natureza na cidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[veronica.lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jun 2025 17:11:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cidades]]></category>
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<p>Em um mundo cada vez mais urbanizado e digital, a conexão das crianças com a natureza se tornou mais crucial do que nunca. Parques e áreas verdes nas cidades não são apenas espaços esteticamente agradáveis; eles funcionam como laboratórios a céu aberto para o desenvolvimento infantil, oferecendo uma miríade de benefícios físicos, mentais, sociais e emocionais. Incluir ativamente as crianças nesses ambientes é um investimento fundamental em seu bem-estar presente e futuro.</p>



<p>Os benefícios de ter as crianças nesses espaços são inúmeros. Fisicamente, o tempo ao ar livre incentiva o movimento, a corrida, o salto e a escalada, fortalecendo músculos e ossos e diminuindo o risco de obesidade infantil. Mentalmente, a natureza atua como um bálsamo, reduzindo o estresse e a ansiedade, melhorando a concentração e estimulando a criatividade. </p>



<p>Socialmente, esses ambientes são palcos naturais para a interação, onde as crianças aprendem a compartilhar, negociar e desenvolver empatia, além de uma consciência ambiental crucial para o futuro. O contato direto com a flora e a fauna, mesmo em um contexto urbano, desperta a curiosidade e o respeito pela vida, formando cidadãos mais conectados e responsáveis com o planeta.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="615" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/06/image-28.png" alt="" class="wp-image-3528" style="width:990px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Jardins do Museu da República. Foto: Divulgação.</figcaption></figure>



<p>Como pai de um garoto de dois anos e meio, vejo na prática a transformação que um simples passeio na natureza dentro do espaço urbano pode operar. Em um final de semana, depois de brincarmos juntos após sua habitual soneca, meu filho ainda estava particularmente agitado, com a energia transbordando. Sugeri irmos aos jardins do Museu da República, no Catete, Rio de Janeiro, um dos nossos refúgios favoritos. </p>



<p>A princípio, ele relutou, pois sempre precisa ser convencido para sair do ambiente doméstico e sua zona de conforto. No entanto, assim que a aventura começou, com o passeio de metrô e a chegada ao parque, em poucos minutos de caminhada entre as árvores centenárias, observando os peixes no lago e as aves, a tensão em seu rosto se desfez.</p>



<p>Ele começou a correr livremente pelos gramados. Brincamos de bola na grama e, para a nossa alegria, alimentamos os gansos no lago, o que gerou muitas risadas. Aquela hora ao ar livre foi suficiente para recarregar suas energias de forma positiva, acalmar sua mente e nos proporcionar um momento de conexão genuína, longe das distrações digitais.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="781" height="1178" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/06/IMG_9527.jpeg" alt="" class="wp-image-3525"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Acervo pessoal do autor.</figcaption></figure>



<p>Depois desse dia, criamos o hábito de sempre levá-lo para esses espaços naturais, descobrindo juntos um universo rico em estímulos e novas descobertas. Como no vídeo que gravamos, onde encontramos macaquinhos e patos tranquilos na Lagoa Rodrigo de Freitas, cada saída é uma nova aventura que demonstra importância desses refúgios verdes na vida das crianças.</p>



<p>Essa vivência consolida minha convicção de que o acesso a parques e áreas verdes não é um luxo, mas uma necessidade fundamental para o desenvolvimento saudável das crianças. Investir na criação, manutenção e segurança desses espaços é um papel essencial para as cidades e comunidades. </p>



<p>Ao priorizar que nossos pequenos tenham a oportunidade de se sujar na terra, de sentir o sol no rosto e de explorar a natureza – seja em um grande parque como o Bosque da Barra ou nos históricos jardins do Museu da República – estamos nutrindo não apenas corpos, mas mentes e espíritos, preparando-os para serem adultos mais equilibrados, criativos e conscientes do mundo ao seu redor.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><em>Por <strong>Luciano Peluzi</strong> &#8211; CTO na SMI.</em></p>



<p></p>
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		<title>Como as crianças enxergam o mundo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[veronica.lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Oct 2024 17:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O projeto multimídia de escuta sensível “O mundo que sei” dá voz a crianças de 6 a 13 anos para entender como elas veem e explicam o mundo. “O mundo que sei” é um projeto da antropóloga Adriana Friedmann, que reuniu a perspectiva de 23 crianças de diferentes faixas etárias e classes econômicas. Por meio [&#8230;]</p>
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<p><em>O projeto multimídia de escuta sensível “O mundo que sei” dá voz a crianças de 6 a 13 anos para entender como elas veem e explicam o mundo.</em></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/003_comoascriancasenxergam-001-560x493.webp" alt="" class="wp-image-1182"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Divulgação do projeto.</figcaption></figure>



<p>“O mundo que sei” é um projeto da antropóloga Adriana Friedmann, que reuniu a perspectiva de 23 crianças de diferentes faixas etárias e classes econômicas. Por meio de dinâmicas interativas e brincadeiras envolventes, meninos e meninas refletiram, responderam e questionaram diversos temas do mundo atual, abordando assuntos como meio ambiente, diversidade, violência e saúde mental.</p>



<p>O projeto se baseia em uma pesquisa aprofundada que ouviu 170 crianças do estado de São Paulo, organizando as descobertas em nove grandes temas: “Um mundo por vir,” “O mundo de onde eu vim,” “Um mundo de afetos,” “O mundo de dentro,” “O mundo do outro,” “O mundo que eu aprendo,” “O mundo pra lá das telas” e “Um mundo violento.” Cada grupo reflete o que as crianças expressam, o que seus familiares relatam e o que os dados quantitativos revelam sobre esses assuntos, proporcionando uma visão abrangente de como as crianças vivenciam e interpretam diferentes aspectos do mundo atual.</p>



<p>Das 170 crianças participantes da <a href="https://omundoquesei.com.br/report/#baixe" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pesquisa inicial</a>, 23 foram selecionadas para integrar o projeto multimídia, que desenvolveu seu conteúdo a partir dessa investigação e das próprias falas das crianças. O projeto está disponível em uma série de nove episódios em vídeo no <a href="https://www.youtube.com/@omundoquesei" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Youtube</strong></a> — um para cada grupo temático — e também como<a href="https://open.spotify.com/show/09E2rcpaEZGYvmmqkbmfhO?si=9c03a93358dc4286" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>podcast no Spotify</strong></a><strong>.</strong> Além disso, o projeto conta com uma página no Instagram, <a href="https://www.instagram.com/omundoquesei/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>@omundoquesei</strong></a><strong>.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="345" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/003_comoascriancasenxergam-002-560x345.webp" alt="" class="wp-image-1183"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Divulgação do projeto.</figcaption></figure>



<p><strong>Um mundo por vir</strong></p>



<p>As crianças refletem sobre o futuro do planeta, abordando questões como mudanças climáticas, desigualdade social e violência. Expressões que criticam o excesso de poder e ganância surgem frequentemente, surpreendendo pela profundidade vinda de quem está apenas começando a vida. Elas também acreditam que a maior parte dos problemas atuais é resultado das ações humanas e demonstram uma forte preocupação em contribuir para a melhoria desse cenário.</p>



<p><em>“Eu colocaria a aldeia e a cidade junto porque, aí, ninguém mais brigaria por terra.”</em>&nbsp;— Menino, 8 anos.</p>



<p><strong>O mundo de onde eu vim</strong></p>



<p>O tema de família e sociedade levanta questões essenciais, como a importância de uma boa convivência e a inclusão de diferentes configurações familiares. Entre os participantes, há meninos e meninas criados por pais, avós, ou que não conhecem o pai, cada um refletindo sobre o que família significa para eles. Essas falas desafiam e ampliam o entendimento da estrutura familiar tradicional, promovendo uma visão mais inclusiva e diversa.</p>



<p><em>“Eu acho que, para mim, o que é bom sobre família é que são pessoas que, se você tem um bom relacionamento, você consegue contar para muitas coisas porque conhece a maior parte da sua vida ou até a sua vida inteira”&nbsp;</em>— Menina, 12 anos.</p>



<p><strong>Um mundo de afetos</strong></p>



<p>O terceiro episódio traz conflitos de relacionamentos, sejam eles amorosos, familiares ou de amizade. Temas como bullying, brigas e dificuldades no convívio escolar são comuns nesse tópico, além de primeiro amor e até o primeiro beijo.</p>



<p><em>“Muita gente já me chamou de fraco, de magro. Agora que eu cresci e sou bom em esportes, as pessoas conseguem me respeitar e achar que eu sou uma pessoa boa.”</em>&nbsp;— Menino, 12 anos.</p>



<p><strong>O mundo de dentro</strong></p>



<p>A saúde mental é uma preocupação presente em todas as idades, e as crianças demonstram plena consciência desse tema. Solidão, falta de interação social, ansiedade e depressão são questões levantadas até mesmo pelos mais jovens, revelando um entendimento precoce dessas dificuldades. Além disso, os efeitos remanescentes da pandemia ainda impactam a saúde mental de algumas dessas crianças.</p>



<p>“<em>A vida é alegria, mas também é tristeza.</em>” — Menino, 7 anos.</p>



<p><strong>O mundo do outro</strong></p>



<p>A luta contra a discriminação e os preconceitos também inclui as crianças, que estão cientes quando são vítimas de ataques e sabem o que é inaceitável fazer ou dizer. Machismo, racismo e homofobia são temas que surgem com força, mesmo que alguns pais ainda acreditem que elas estejam imunes a sofrer preconceitos.</p>



<p><em>“Machismo é injustiça porque os homens tratam as mulheres mal.”</em>&nbsp;— Menina, 8 anos</p>



<p><strong>O mundo que eu aprendo</strong></p>



<p>Qual é o papel da escola e o que as crianças desejam e precisam aprender atualmente? A escola vai além de ser um mero espaço de aprendizado; é um ambiente de convivência, reflexão e troca de experiências. Hoje, não é mais o único lugar onde as crianças adquirem conhecimento; a internet se tornou uma fonte primária de curiosidade e aprendizado. Portanto, a tecnologia deve ser vista como uma aliada no ambiente escolar.</p>



<p><em>“Não sei se tem um jeito que [a escola] deveria ser mas eu acho que poderia ser um pouco mais interativa. Tipo, eu não gosto muito de aulas que os professores só ficam escrevendo coisas na lousa, que a gente tem que copiar, porque eu acho que eu não aprendo tanto assim.”</em>&nbsp;— Menina, 12 anos.</p>



<p><strong>O mundo que me cerca</strong></p>



<p>Crianças que vivem em apartamentos muitas vezes sentem medo da vida “lá fora”. A falta de contato com a natureza, o excesso de violência e a insegurança são fatores que impactam sua saúde emocional. A infância não deve ser confinada, mas, ao mesmo tempo, deve proporcionar um ambiente seguro em que as crianças possam explorar e se desenvolver plenamente.</p>



<p><em>“[Eu tenho medo de] ficar num lugar escuro, se afogar, ser roubada…”</em>&nbsp;— Menina, 8 anos.</p>



<p><strong>O mundo pra lá das telas</strong></p>



<p>Estamos cada vez mais conectados, e as crianças não ficam de fora dessa realidade, muitas já nascem fascinadas por celulares e iPads. Enquanto alguns pais impõem restrições ao uso de telas, estabelecendo limites de horas diárias, idades mínimas ou horários específicos para desconectar, eles também reconhecem a importância de aproveitar as vantagens da tecnologia. O ambiente virtual oferece uma rica fonte de entretenimento e aprendizado, desafiando os adultos a encontrarem um equilíbrio saudável entre o uso da tecnologia e a interação no mundo real.</p>



<p><em>“Uma coisa bem diferente no jogo é que você renasce. Você morre e, quando você morre, ao invés de cair torto, na maioria dos jogos, seu corpo se desmonta. Seu braço, sua cabeça, seu outro braço e suas pernas saem. Na vida real, você não renasce, ou renasce numa vida que a gente não sabe.” — Menino, 9 anos.</em></p>



<p><strong>Um mundo violento</strong></p>



<p>A violência permeia a vida das crianças de diversas formas, seja por meio de histórias familiares, castigos ou até mesmo no ambiente escolar, manifestando-se verbalmente e através de preconceitos, racismo e discriminação. Esse tópico explora como as crianças percebem e vivenciam a violência, revelando suas reflexões e sentimentos sobre essas experiências impactantes.</p>



<p><em>“Violência é tanto agressão física como verbal, que pode machucar por dentro da pessoa ou por fora. A agressão também pode machucar os sentimentos. Aí a pessoa pode se sentir triste.”</em>&nbsp;— Menino, 12 anos.</p>



<p><strong>Aprendizados e reflexões</strong></p>



<p>Um dos aspectos mais tocantes do projeto é a forma como as crianças refletem sobre seu cotidiano, trazendo à tona questões como a ausência dos pais, a falta de tempo livre para brincar e outros anseios que, muitas vezes, não compartilham com muitas pessoas. Segundo Adriana Friedmann, o projeto evidencia a preocupação das crianças com o mundo que os adultos estão deixando para elas.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/003_comoascriancasenxergam-003-560x493.webp" alt="" class="wp-image-1184"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Site oficial do projeto.</figcaption></figure>



<p>Ouça o Podcast O mundo que sei no&nbsp;<a href="https://open.spotify.com/show/09E2rcpaEZGYvmmqkbmfhO?si=3e1b94df59a64c39&amp;nd=1&amp;dlsi=bd301b778fd34426" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Spotify</a>.</p>



<p><strong>Assista à série no <a href="https://www.youtube.com/@omundoquesei" target="_blank" rel="noreferrer noopener">YouTube.</a></strong></p>



<p><strong>Por Verônica Lira</strong>&nbsp;—&nbsp;<em>Marketing Analyst na SMI.</em></p>



<p></p>
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		<item>
		<title>Excesso de telas: é possível encontrar um ponto de equilíbrio?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[vx-admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 May 2023 21:31:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O uso de telas é uma preocupação de todos nós, mesmo antes da pandemia, tanto para adultos quanto para crianças e adolescentes. Qual é o limite? Como podemos acompanhar a vida digital das crianças e a nossa? Isso é realmente possível? Essa é uma angústia que aflige muitos de nós. Excesso de telas: o que [&#8230;]</p>
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<p>O uso de telas é uma preocupação de todos nós, mesmo antes da pandemia, tanto para adultos quanto para crianças e adolescentes. Qual é o limite? Como podemos acompanhar a vida digital das crianças e a nossa? Isso é realmente possível? Essa é uma angústia que aflige muitos de nós.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/1_4QxPx6e93biGOqCaw-rj8A-560x493.webp" alt="" class="wp-image-1593"/></figure>



<p><strong>Excesso de telas: o que mostram as pesquisas</strong></p>



<p>E por que tudo isso é tão importante? A lista de problemas que podem surgir a partir do uso excessivo das telas, como celular e tablet, é imensa. Inclui obesidade, sedentarismo, problemas de sono, agressividade, miopia, estrabismo, perda de audição, problemas de postura, déficit de atenção e até mesmo a dependência digital.</p>



<p>Porém, as telas fazem parte das nossas vidas há muitos anos, não há volta. A geração que cresceu nos anos 1980 e 1990 já tinha, muitas vezes, suas rotinas organizadas pelos horários da programação de TV. Quem nunca teve o momento de almoço demarcado pela hora do desenho animado, por exemplo? Ou que poderia jantar assistindo uma novela, mas que não podia fazer bagunça na hora dos pais assistirem o jornal?</p>



<p>Hoje, muita coisa mudou em relação a essa programação. Foram surgindo canais destinados às crianças e, no lugar de horários específicos de programação para o público infantil, agora existem plataformas de streaming que mostram esse conteúdo a qualquer hora do dia. Existe uma variedade incrível de programas infantojuvenis e uma das grandes preocupações é exatamente o fato de que hoje os pequenos podem passar muitas horas seguidas “emendando” um episódio no outro, tudo sob demanda. E tudo que vale para as crianças, acontece também com os adultos.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/1_13KhGR0Zn8k42rf57-L3Aw-560x493.webp" alt="" class="wp-image-1594"/></figure>



<p><strong>Existe um limite aceitável para o excesso de telas?</strong></p>



<p>Com a pandemia, sabemos que esse uso aumentou muito. Passamos, entre adultos, crianças e jovens, a depender das tecnologias para assistir aulas, fazer cursos, ir ao médico, ter momentos de lazer, manter contato com amigos e família e ficar bem informados. E por mais que tenhamos retomado as relações presenciais, ainda há um impacto muito forte desse mundo virtual no nosso dia a dia.</p>



<p>Com isso, ficaram cada vez mais frequentes as recomendações de pediatras renomados, tanto do Brasil quanto de outras partes do mundo, para exercer limites sobre esse excesso de telas para as crianças.</p>



<p>Mas sejamos realistas: basta uma olhada na rotina da maioria das famílias para saber que esses limites estão longe de serem uma prática constante. Surge, então, outro questionamento relevante: existe limite para os limites? Afinal, a gente precisa pensar também em como se acolher quando a supervisão das crianças em tempo integral não é possível ou quando não estamos conseguindo reduzir o nosso número de horas em frente às telas.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/1_Eekjb95Kjv1cZXYnPFybSQ-1-560x493.webp" alt="" class="wp-image-1595"/></figure>



<p>Existe o ideal, que inclui trazer as crianças para fazer as atividades domésticas conosco, cozinhar junto e incentivar que brinquem sem telas. E existe o que é real e possível, porque nem todos os dias vai funcionar como desejamos. Com esse raciocínio, cada vez mais é possível repensar o uso dessas telas. Será que podemos pensar em formas mais saudáveis de usar as telas? Apesar de existir uma vasta oferta de programas inadequados e vazios de conteúdo informativo ou educativo, as telas podem também nos aproximar de realidades que não teríamos contato em outras épocas.</p>



<p>Essa reflexão é necessária porque as telas e a internet não são boas ou ruins por si só, tudo depende do uso que fazemos delas. E não só em relação ao número de horas, mas de como vivemos esse mundo digital.</p>



<p><strong>Segurança física x segurança virtual</strong></p>



<p>A verdade é que a segurança virtual e a segurança física, incluindo mental são a mesma coisa. Quantas vezes não discutimos nas redes sociais ou nos sentimos mal por ler um comentário? Uma manifestação virtual também nos afeta por completo.</p>



<p>A internet é hoje a maior praça pública do mundo, e quando pensamos em crianças é preciso estar perto. É necessário instruí-los, trabalhar seu pensamento crítico, fazer acordos, manter o diálogo aberto e refletir junto. Assim como a proibição não serve para os adultos, ela também não ajuda as crianças. Nesse sentido, ao proibir como um todo, podemos levar ao efeito contrário, e eles irem buscar conteúdo escondidos ou sozinhos, o que os deixa ainda mais vulneráveis e desamparados.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/1_pchuHDRpmYrY6oIbFycjFA-560x493.webp" alt="" class="wp-image-1596"/></figure>



<p><strong>Tempo de mudança</strong></p>



<p>Essa não é uma mudança rápida, mas sim um processo, que precisa respeitar o tempo de cada um. Não existem regras universais estabelecidas para a convivência com as telas. Tudo começa com uma reflexão atenta, que ajude a entender quais são as demandas reais, mas também percebendo um universo de novas possibilidades que está se abrindo a partir das nossas próprias telas.</p>



<p>É importante lembrar o quanto somos exemplo para os mais novos também, não adianta cobrar algo dos menores se o que fazemos é o extremo oposto. Estamos sendo inundados todos os dias por telas e informações, é hora de repensar e refletir.</p>



<p><strong>Por Marina Carvalheira — Writer na SMI</strong></p>
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		<title>Tudo ao mesmo tempo e agora: a cultura do imediatismo</title>
		<link>https://smilatam.net/tudo-ao-mesmo-tempo-e-agora-a-cultura-do-imediatismo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[vx-admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Apr 2023 20:22:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tendências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A internet e as mídias sociais ajudam a otimizar o nosso dia a dia, mas também potencializam o imediatismo. Com o avanço das tecnologias, vivemos atualmente em um mundo globalizado onde recebemos a todo momento uma enxurrada de informações de inúmeras fontes e estamos sempre conectados, em smartphones, computadores ou tablets. Também existe uma cobrança [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/1_xThX2JP_7h4hjGKXb-476A-560x493.webp" alt="" class="wp-image-1564"/></figure>



<p>A internet e as mídias sociais ajudam a otimizar o nosso dia a dia, mas também potencializam o imediatismo. Com o avanço das tecnologias, vivemos atualmente em um mundo globalizado onde recebemos a todo momento uma enxurrada de informações de inúmeras fontes e estamos sempre conectados, em smartphones, computadores ou tablets. Também existe uma cobrança em relação a precisarmos ser rápidos em compreender e responder todas essas informações.</p>



<p>Com essas aquisições parece que tudo deve ser imediato, feito agora, no presente. A habilidade da paciência está se tornando cada dia algo mais raro. Esse padrão de comportamento é chamado de cultura do imediatismo e vem afetando nossa maneira de lidar com o tempo.</p>



<p>Isso me faz refletir como esse tempo tem deixado de ser linear. O passado por exemplo, é apagado, pois com tantas transformações, uma conexão com o que é mais antigo parece inviável. O futuro é difícil de ser pensado já que tudo muda rápido demais e qualquer planejamento pode se tornar obsoleto. E o presente se mostra alargado, podendo ser considerado um “instante prolongado”.</p>



<p>O professor de estudos de mídia na The New School University de Manhattan, Douglas Rushkoff, fez um livro recente que se chama: “Present shock: When everything happens now”. Nele Rushkoff atribui a cultura do imediatismo às mídias digitais, onde o presente passa rápido e despercebido porque se pensa muito no momento seguinte.</p>



<p><strong>Tudo ao mesmo tempo e agora</strong></p>



<p>O ser humano sempre quis tudo para agora. Isso fica claro no comportamento das crianças, que têm dificuldade de abrir mão de um desejo imediato em detrimento de algo maior e mais significativo no futuro. Antes éramos ensinados e obrigados a esperar porque tudo acontecia mais devagar. Com a chegada da internet e das mídias sociais, tudo começou a se resolver rapidamente e ficamos mal-acostumados.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/1_WKWOQLz2onVXXyRxPVJGaQ-560x493.webp" alt="" class="wp-image-1565"/></figure>



<p>Se os adultos, que viveram essa transição se sentem assim, imagine as crianças, que nasceram nesse mundo conectado, com soluções rápidas e práticas (não necessariamente eficientes) para tudo. Sentimos dificuldade em sair do círculo imediatista porque essa cultura nos envolve de tal maneira que ficamos paralisados. Isso acontece porque, a todo momento, surgem coisas novas e nos sentimos sempre na obrigação de dar conta de tudo. Assim, perdemos a capacidade de planejar e de priorizar nossas atividades, o que pode transformar o cotidiano em um verdadeiro caos.</p>



<p>Dessa forma, nossas relações sociais vão ficando superficiais, tudo para mantermos nosso ritmo acelerado de vida e o padrão de produção e funcionamento da sociedade que nos é imposto. Os resultados são catastróficos. Estresse, ansiedade, transtornos psicológicos, irritabilidade, falta de paciência, intolerância com o diferente, além dos impactos ambientais e sociais.</p>



<p><strong>A infância e o imediatismo</strong></p>



<p>As crianças, além de sofrerem a influência dos adultos, pois reproduzem os comportamentos da família e de outras pessoas com quem convivem, são expostas cada vez mais cedo aos estímulos da tecnologia digital. Uma das principais consequências do contato com um mundo em que tudo tem que ser agora é o desenvolvimento da ansiedade ainda na infância. É importante que famílias, escolas e sociedade prestem atenção nisso, pois saber esperar e ter paciência são habilidades que precisam ser ensinadas e estimuladas.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/1_Eekjb95Kjv1cZXYnPFybSQ-560x493.webp" alt="" class="wp-image-1566"/></figure>



<p>Trata-se de um aprendizado emocional, que deve ser incentivado especialmente pela família, impondo limites e dizendo “não”. Assim, a criança pode começar a entender a importância de esperar a hora certa para cada coisa. Na correria, muitas vezes ficamos impacientes e terminamos a tarefa pelas crianças, mas é importante evitar esse comportamento e criar uma rotina que permita à criança trocar-se, guardar brinquedos, se alimentar, etc. com tranquilidade. Se você “passar por cima dela” e terminar as tarefas com rapidez, ela vai encarar isso como um padrão a ser imitado.</p>



<p><strong>Os efeitos do imediatismo na sociedade contemporânea</strong></p>



<p>Talvez o maior mal que a cultura do imediatismo provoca é impedir ou minimizar a capacidade de as pessoas de refletirem. Reflexão é sempre algo que demanda tempo e, como já sabemos, tempo é um luxo na sociedade em que predomina o instante prolongado. Sabendo que o imediatismo é um fenômeno de massa, somos levados a crer que a maior parte das pessoas age como autômatos. Isso significa que não há tempo para refletir sobre os próprios atos, formas de ser e de pensar.</p>



<p><strong>Como fazer diferente?</strong></p>



<p>A verdade é que a tecnologia está aí, não adianta querermos fugir. E as crianças estão crescendo nesse meio. Então o que fazer para ajudar a conviver com os avanços tecnológicos de forma mais sadia?</p>



<p>A meditação é algo que pode ajudar muito, já que é uma prática que possibilita o aumento da atenção e da memória, e a diminuição do estresse e da ansiedade. O autoconhecimento também é fator decisivo nessa jornada, pois nos conhecendo melhor, mais tolerantes seremos com nossos problemas e com os outros.</p>



<p>O contato cultural é outra forma, que funciona como expansão da mente. Ir ao teatro, ao cinema, visitar um museu, ir a um concerto, desde que longe de seu smartphone, permite contato direto com a arte. E a arte é uma grande propulsora de pausas e respiros.</p>



<p>Viajar também é algo que pode ajudar. Estar em outro local, conhecendo outra cultura e curtindo as férias sozinho ou em companhia você abre espaço para o novo e se conecta com outro tipo de espaço, principalmente quando a pessoa se permite estar em contato com a natureza. Mas, até nas viagens é preciso tomar cuidado para não virar imediatista e querer conhecer tudo sem aproveitar de fato o momento presente.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/1_grQOt_6KkSfJbuxeX0IC7Q-560x493.webp" alt="" class="wp-image-1567"/></figure>



<p>Outra possibilidade importante é aprender a criar um espaço de ócio. Onde se possa parar, desligar tudo e viver momentos de vazio. Mesmo, que eles sejam curtos, isso pode fazer toda diferença no dia a dia. Com algumas dessas práticas pode ser possível desenvolver relacionamentos mais saudáveis e reduzir o sofrimento imposto pelo imediatismo desde as crianças até os adultos.</p>



<p><strong>Por Marina Carvalheira — Writer na SMI</strong></p>



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		<title>Digital e uma realidade irreal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Igor Romeu]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Oct 2022 15:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tendências]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Precisamos estar conscientes sobre o impacto da artificialização da beleza Esse espaço aqui é para batermos um papo com você não apenas sobre turismo e assuntos totalmente relacionados à indústria, mas principalmente sobre assuntos que nos inspira. E esse&#160;vídeo clipe&#160;da cantora Christina Aguilera é muito inspirador ao mesmo tempo que é bem provocativo. A música [&#8230;]</p>
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<p><em>Precisamos estar conscientes sobre o impacto da artificialização da beleza</em></p>



<p>Esse espaço aqui é para batermos um papo com você não apenas sobre turismo e assuntos totalmente relacionados à indústria, mas principalmente sobre assuntos que nos inspira. E esse&nbsp;<a href="https://www.youtube.com/watch?v=7kEwGXLdbZ8" target="_blank" rel="noreferrer noopener">vídeo clipe</a>&nbsp;da cantora Christina Aguilera é muito inspirador ao mesmo tempo que é bem provocativo.</p>



<figure class="wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Christina Aguilera - Beautiful (2022 Version)" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/7kEwGXLdbZ8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>A música “Beautiful”, uma das mais icônicas da cantora, completa 20 anos de lançamento esse ano, e essa música nunca foi tão atual, por isso ganhou um novo clipe. Com uma letra que busca por empoderamento para aceitar e valorizar as belezas individuais e não se deixar ser consumido pelos padrões estéticos da sociedade, ganha um novo vídeo clipe com crianças como grandes vítimas das redes sociais.</p>



<p>A artificialidade das redes sociais como Instagram e TikTok provoca danos na saúde mental dos usuários, e com crianças é ainda pior pois estão em formação como indivíduos e lhes falta maturidade para discernir do real para o artificial.</p>



<p>A oferta e o uso de filtros que nos deixam mais sarados, bronzeados, com olhos mais claros e pele tão lisa quanto a da Barbie (aquela de plástico mesmo) é enorme e muito comum nessas redes. Me arrisco a dizer que chegamos em um momento em que o estranho se tornou ver imagens sem filtro ou tratamento, afinal com tanta tecnologia disponível, como que podemos sair com a mesma cara que nos vemos no espelho ao acordar?!</p>



<p><strong>O ‘Eldorado’ do sistema econômico</strong></p>



<p>Em 2020 eu apresentei uma dissertação na ECA-USP sobre a “estetização de si” e uma análise nos perfis em aplicativos de relacionamento, o que podemos muito bem estender aos perfis de redes sociais, principalmente Instagram e TikTok. Minha pesquisa foi muito baseada no livro “A Estetização do Mundo — Viver na Era do Capitalismo Artista” dos autores Gilles Lipovetsky e Jean Serroy.</p>



<p>Os autores mencionam que a beleza se tornou o “Eldorado” do atual sistema econômico, vivemos um superconsumo estético para realçar a beleza dos corpos e dos rostos. Associando isso com o conceito de “capital social” do Pierre Bourdieu, o qual se trata do valor relacionado às conexões sociais, ou seja, representa o recurso que é facilitado dependendo de quem se conhece, o número de relações sociais e posição de dominação que se ocupa.</p>



<p>Estar entre os mais bonitos e ser aceito (e valorizado) em um grupo não vem de hoje, aliás a valorização estética e a relação com o social é uma característica humana e acompanha a história da sociedade desde os tempos primitivos. Tenho certeza que qualquer um que estiver lendo esse texto e que foi criança ou adolescente antes do Orkut já sentia essa pressão por estar dentro de um padrão estético na escola, muitos sofreram com aparelho nos dentes, espinhas, muito alto ou muito baixo, vários modos de bullying antes de se chamar bullying. Já era muito triste voltar para casa se sentindo feio na escola, mas em casa você tinha outras distrações e grande parte das vezes aquele fato ficava na escola, não chegava na sua turma de inglês, nos amigos da natação ou com os vizinhos do prédio.</p>



<p>Acontece que ser criança e adolescente no mundo hiper conectado, quando você sai da escola e chega em casa e os seus desafios de pertencer ao grupos se estendem ao online, é como se isso estivesse sendo reproduzido por toda parte. E o valor que a sociedade contemporânea se da ao número de likes e seguidores pode refletir na construção do seu capital social, ou seja, de quem você é nessa sociedade.</p>



<p><strong>A relação das crianças</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="493" src="https://smilatam.net/wp-content/uploads/2025/01/1_AhPO2rjR48pMKzdBdx4DMA-560x493.webp" alt="" class="wp-image-1447"/><figcaption class="wp-element-caption">Reprodução Christina Aguilera</figcaption></figure>



<p>É muito delicado discutir sobre a relação de crianças e redes sociais, nem me atrevo a isso nesse texto, mas quero deixar a reflexão do impacto causado. Se esse impacto dos filtros e de um padrão estético digitalmente artificial e inalcançável fora das telas afeta adultos que estão buscando cada vez mais por cirurgias plásticas e harmonização facial, imagina em um jovem indivíduo que está em formação.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>O novo clipe da Christina Aguilera termina com o texto:<br>“Nos últimos 20 anos, desde que Stripped (o álbum que contém essa música) foi lançado, as redes sociais transformaram nossa relação com nossos corpos, e em contrapartida, com nossa saúde mental. Pesquisas apontam que o tempo gasto nas redes sociais é associado a distorções de imagem corporal, automutilação e distúrbios alimentares em crianças e adolescentes. Isso precisa mudar.”</em></p>
</blockquote>



<p>Tem muita gente prestando atenção para os impactos dos filtros das redes sociais, tanto que o&nbsp;<a href="https://bere.al/en" target="_blank" rel="noreferrer noopener">BeReal</a>&nbsp;(uma rede social onde você posta suas fotos sem filtro e sem edição na hora que recebe um aviso) não para de crescer.</p>



<p>Adoro o Instagram e o TikTok, a proposta aqui não é demonizar essas plataformas, mas sim lhe convidar a fazer parte da mudança. Deixar o ambiente digital mais saudável, mais realista e com menos horas consumida. Vamos viajar sem postar o tempo todo em tempo real. Vamos tirar fotos sorrindo em uma boa luz sem filtros. Vamos gravar vídeos que transmitam o que os nossos olhos reais veem no mundo real.</p>



<p>Escrito por&nbsp;<a href="https://www.linkedin.com/in/igorromeu/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Igor Romeu</a>, gerente de marketing na SMI.</p>
<p>O post <a href="https://smilatam.net/digital-e-uma-realidade-irreal/">Digital e uma realidade irreal</a> apareceu primeiro em <a href="https://smilatam.net">Soluções inovadoras para empresas de turismo</a>.</p>
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